Prefeitos eleitos assumem cargo em todo o País

01 de janeiro de 2005 • 20h07 • atualizado às 20h07
Serra criticou a situação financeira da prefeitura de São Paulo. Foto: Reinaldo Marques/Terra
Serra criticou a situação financeira da prefeitura de São Paulo.
01 de janeiro de 2005
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Mais de 5,5 mil prefeitos eleitos em 2004 tomaram posse hoje em todo o País. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em menos de 1% de um total de 5.562 municípios, o nome do futuro prefeito ainda não foi definido.

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    O novo prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou, em seu discurso de posse, a situação financeira da prefeitura e prometeu priorizar inicialmente a saúde e a educação básica. O tucano sofreu as primeiras derrotas de seu governo, quando, na Câmara, perdeu um vereador de sua base e também a presidência da Casa. Embora Roberto Tripoli, do PSDB, tenha sido eleito, o candidato apoiado pelo partido tucano era outro: o derrotado Ricardo Montoro.

    "A prefeitura está sem dinheiro, isso é bastante evidente, gastou mais do que podia, comprometeu-se além da conta e cumpriu aquém do razoável".O prefeito fez questão, porém de pedir que não vissem o comentário "como uma crítica, é apenas uma constatação".

    "Começando pelos serviços de saúde e educação fundamental, nosso governo subirá encostas e descerá até a beira dos córregos", acrescentou o tucano. Serra admitiu, no entanto, que a delicada situação financeira da prefeitura é um complicador, mas se mostrou otimista em relação à ajuda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de posse, que contou com mais de mil convidados, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Rio de Janeiro
    No Rio de Janeiro, o novo prefeito, César Maia (PFL), reeleito no primeiro turno, também foi empossado. Maia reafirmou que a área social vai ser a prioridade do seu quarto mandato. Ele também voltou a afirmar que é pré-candidato à Presidência da República, embora tenha admitido que as chances de se tornar candidato são de 5%. O prefeito disse ainda que o trabalho na prefeitura não vai ficar em segundo plano por causa de uma possível candidatura.

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    Prevista para começar às 11h, a cerimônia de posse de César Maia começou com mais de uma hora de atraso. César Maia e os vereadores chegaram no horário previsto para a cerimônia e ficaram aguardando a chegada da juíza eleitoral de plantão Laurinda Soares Silva para iniciar a sessão, em substituição ao juiz eleitoral Sérgio Ricardo Fernandes que não compareceu à Câmara Municipal.

    Cesar Maia também anunciou que retirará a responsabilidade do município de suprir pessoal nos hospitais federais municipalizados. A medida deve trazer um embate com o governo federal já no início do novo mandato.

    Maia concedeu uma extensa entrevista coletiva ao chegar à Câmara Municipal e determinou seus quatro primeiros atos na nova administração que serão publicados no Diário Oficial na segunda-feira. A medida relativa aos hospitais federalizados não permitirá mais que servidores municipais sejam transferidos para estes estabelecimentos quando houver falta de pessoal. Cinco hospitais e 15 postos de saúde serão afetados pelo ato.

    Belo Horizonte
    Já o prefeito reeleito de Belo Horizonte, José Pimentel (PT), destacou, durante a solenidade de posse, que nos próximos quatro anos vai priorizar ações voltadas a uma gestão metropolitana. Segundo Pimentel, o objetivo é ajudar a promover melhor qualidade de vida para as populações dos municípios vizinhos da capital mineira.

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    Além do prefeito, foram empossados o vice-prefeito Ronaldo Vasconcelos e 41 vereadores. Participaram da solenidade, que durou cerca de quatro horas, várias autoridades e políticos, entre eles o presidente nacional do PT, José Genoíno e o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República.

    Genoíno disse que tanto o estado de Minas Gerais como Belo Horizonte são muito importantes para o PT e informou que as comemorações dos 25 anos de existência do partido, em março, serão realizadas na capital mineira.

    Porto Alegre
    O prefeito eleito de Porto Alegre José Fogaça (PPS) elogiou, no discurso de posse o processo de transição de governo. Ele declarou que se inicia um novo tempo na cidade, em referência ao fim dos 16 anos de administração petista. Durante a cerimônia de posse, entretanto, Fogaça fez uma discreta provocação, ao dizer que executará não só as propostas do orçamento participativo de 2004, como as pendentes de 2002, 2003 e 2005.

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    "Recebemos da administração pública municipal as informações mínimas para darmos início ao novo governo. Já temos condições de assumir com plena responsabilidade esta cidade", disse Fogaça. O novo prefeito ainda pediu que os antigos governistas reservem o mesmo tratamento que "demos quando éramos oposição" à nova administração.

    Fogaça ressaltou que dará continuidade ao projeto petista ao dizer que é necessário "respeitar as contribuições, a história dessa cidade e seu passado. Garantir a sua continuidade e abrir a possibilidade de um futuro melhor".

    Antes de transmitir o cargo, o ex-prefeito João Verle (PT) afirmou que entregava o posto depois de "um projeto vitorioso de 16 anos" e com "a consciência de que soube honrar todos os compromissos com os cidadãos da capital".

    Florianópolis
    O prefeito eleito de Florianópolis, Dario Berger (PSDB) e seu vice, Bita Pereira, tomaram posse hoje em cerimônia no Clube 12 de Agosto. Berger afirmou que está ansioso para iniciar as transformações que a cidade precisa. Esta é a primeira vez que o PSDB comandará a capital catarinense.

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    A cerimônia desse ano ocorreu em um clube para permitir a participação da população. Cerca de 500 pessoas compareceram. O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), esteve presente no ato.

    A posso também teve toque de culto evangélico. Pastores da Assembléia de Deus se revezaram no microfone instalado no clube. A solenidade começou às 10h30, com trinta minutos de atraso, e teve duas horas de duração.

    Salvador
    O novo prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PDT), tomou posse hoje às 14h30 na Câmara Municipal. Os 41 vereadores, eleitos em outubro, também assumiram seus cargos.

    Durante o discurso de posse, Carneiro anunciou a criação de duas secratarias. O novo prefeito explicou que a Secretaria de Economia, Emprego e Renda será voltada para a formação e capacitação do micro-empreendedor e Secretaria de Relações Internacionais servirá para canalizar recursos e cooperação externa para o desenvolvimento de Salvador.

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    João Henrique Carneiro também defendeu a participação popular no seu governo. "A Prefeitura de Salvador será a Prefeitura do povo. Prefeitura de Participação Popular - mais do que um slogan, mais do que marca, é um compromisso solene meu e da minha equipe. Vamos ouvir o povo, sentir, interagir, trabalhar juntos", ressaltou.

    O novo prefeito de Salvador prometeu ser a voz dos menos favorecidos. "Que Deus me dê forças para eu ser a voz de vocês, meu povo", disse. "A responsabilidade é imensa, mas a minha determinação é muito maior. Quero um governo com mais justiça social, mais igualdade, mais respeito, mais fraternidade e, principalmente, participação", completou.

    Recife
    O prefeito do Recife, João Paulo (PT), e o vice-Luciano Siqueira (PcdoB), eleitos com 56,11% dos votos válidos, também tomaram posse para o segundo mandato. Foram empossados ainda os 36 vereadores. O prefeito reeleito afirmou que, na nova gestão, dará continuidade aos projetos nas áreas de saúde, educação e transporte.

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    João Paulo, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco, militou na Juventude Católica Operária antes de ingressar na política. Ele foi deputado estadual por duas legislaturas, em 1990 e 1994.

  • Agência Brasil
     
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