A magistrada cassou o diploma concedido a ambos no último dia 15 de dezembro e ainda arbitrou multa de 50 mil Ufirs para a prefeita, o vice e o tesoureiro do município, Gilberto de Resende Silva, além de cassar seus direitos políticos por três anos.
Gilberto é irmão da prefeita reeleita e foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de abuso do poder econômico e uso da máquina administrativa na campanha passada. A juíza julgou procedente a presente ação de investigação eleitoral e condenou a prefeita e seu irmão a inelegibilidade de três anos a contar do dia 3 de outubro de 2004.
"Declaro nulos todos os votos dados à candidata Rejane Resende e Silva e por via de conseqüência feita, eleito para o cargo majoritário Antônio Coelho de Resende (PFL) e vice-prefeito Manuel Raimundo da Silva (PSDB), segundo colocado no pleito ocorrido em 3 de outubro face aos votos nulos não incidirem no percentual de 50%, sendo desnecessárias novas eleições", decide a juíza.
O motivo da cassação foi uma investigação eleitoral pedida pelo promotor Francisco de Jesus Lima, na qual apurou que o tesoureiro do município doou, com recursos da Prefeitura, várias passagens para eleitores se deslocarem de Teresina a Boa Hora, no dia anterior à eleição.
Ainda verificou-se que o ônibus escolar de Boa Hora foi utilizado indevidamente para fazer o transporte de eleitores. O Ministério Público ainda adquiriu bilhetes de próprio punho da candidata à reeleição, autorizando a entrega de material de construção para eleitores.
O prefeito Antônio Coelho de Resende foi empossado ontem, em Barras, e será empossado hoje no município de Boa Hora. Antônio Coelho perdeu as eleições para Rejane Resende, que é sua sobrinha, por 87 votos, mas reclamou do abuso do poder econômico e do uso da máquina durante a campanha eleitoral.
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