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Policiais que mataram Gangan serão promovidos

13 de outubro de 2004 15h01 atualizado às 15h01

A Polícia Civil informou que os nove policiais que participaram da operação e confronto que resultou na morte do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, serão promovidos. Os delegados e inspetores passarão a ocupar uma nova faixa na carreira policial, com maiores salários, mas não mudarão de cargo.

O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, está confiante no enfraquecimento da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) com a morte de Gangan e a prisão do traficante Carlos José da Silva Fernandes, o Arafat, ambas ocorridas hoje.

"Com o enfraquecimento do Comando Vermelho, com todos os seus líderes presos, a ADA e o Terceiro Comando se expandiram. Mas, com a morte de Gangan, que tinha o domínio sobre vários pontos da cidade, a ADA deve ficar enfraquecida", afirmou.

Gangan morreu em uma troca de tiros desencadeada por uma operação da Polícia Civil no Morro de São Carlos, no Rio de Janeiro. A operação foi comandada por Lins e pelo titular das delegacias especializadas, Alan Turnovisk.

Apenas nove policiais civis foram convocados para a operação ao lado dos delegados, pois a polícia temia que a informação sobre o paradeiro de Gangan vazasse.

Lins disse que a operação policial para prender o traficante começou há um ano. O local em que ele eventualmente se escondia no morro foi descoberto há cerca de três meses.

Gangan tinha 34 anos e era um dos traficantes mais violentos e procurados do Rio. A ele era atribuído o ataque a tiros contra a sede da prefeitura do Rio em julho de 2002, supostamente em represália à empresa municipal de limpeza por haver descoberto um de seus depósitos de drogas, e ao assassinato do diretor da bateria da escola de samba Império Serrano.

Ele liderava a facção criminosa Amigos dos Amigos e dominava o tráfico no Madureira, Mineira, Morro Azul, Morro da Serrinha, Morro dos Macacos, Querosene, São Carlos, Vila Isabel, Zinco, e no Flamengo.

Ultimamente, havia conquistado o Vidigal e a Rocinha, em São Conrado, e estava comandando o tráfico na favela de Parada de Lucas.

Redação Terra