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Lins: morte de Gangan enfraquece facção ADA

13 de outubro de 2004 11h55 atualizado às 11h55

O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, está confiante no enfraquecimento da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) com a morte de Irapuan David Lopes, o Gangan, e a prisão, nessa terça-feira, do traficante Carlos José da Silva Fernandes, o Arafat. "Com o enfraquecimento do Comando Vermelho, com todos os seus líderes presos, a ADA e o Terceiro Comando se expandiram. Mas, com a morte de Gangan, que tinha o domínio sobre vários pontos da cidade, a ADA deve ficar enfraquecida", afirmou.

Segundo Lins, a venda dos pontos de drogas chefiados por Gangan também ficará enfraquecida com sua morte. Gangan comandava a venda de drogas nos Morros de São Carlos, Querosene, Zinco, Coroa, parte da Mineira (Estácio e Catumbi), Serrinha (Madureira), Azul (Botafogo), Estado (Niterói) e Macacos (Grajaú), além de ser fornecedor de drogas para a Rocinha. "Se eles tinha alguma mobilização, isso deve ficar enfraquecido. A ADA perdeu dois chefes em um espaço muito pequeno de tempo".

Considerado sanguinário pela polícia, Gangan era um dos últimos traficantes da "linha assistencialista", principalmente no Morro de São Carlos, e vinha expandindo sua liderança na venda de drogas em vários pontos da cidade. A prisão dele, segundo Álvaro Lins, era determinação da própria governadora Rosinha Matheus. De acordo com a Polícia Civil, somente na área do Estácio, Gangan movimentava R$ 200 mil por semana.

Para evitar manifestações comandadas por integrantes da quadrilha de Gangan nos locais onde liderava, a polícia cercou os morros da Mineira e São Carlos, no Estácio, e todos os batalhões que atuam nas áreas lideradas por ele estão em alerta. O próximo alvo da polícia, segundo Álvaro Lins, é Robinho Pinga, que fornece armamento e drogas para vários pontos do Rio. "A Inteligência da polícia está trabalhando também para evitar possíveis invasões de grupos rivais nas áreas dominadas por Gangan".

Gangan foi morto na manhã desta quarta-feira, no Morro de São Carlos, após reagir à prisão, durante operação da Polícia Civil, que investigou seu paradeiro durante três meses.

Jornal do Brasil
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