inclusão de arquivo javascript

 
 

PF teria comprado de empresa de amigo do diretor-geral

14 de setembro de 2009 06h46

A Polícia Federal utilizou serviços de tecnologia da informação e escutas telefônicas da empresa de um homem que seria amigo do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, entre 2002 e 2007. A informação é da Folha de S.Paulo.

Segundo o jornal, quem intermediou os contratos foi a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Os custos dos serviços chegaram a R$ 49 milhões. A plataforma Guardião, que registras os áudios de escutas telefônicas, monta redes de investigados e transcreve as gravações, foi vendida pela empresa Dígitro a 12 Estados, ao Distrito Federal e à Organização das Nações Unidas (ONU).

O sistema teria sido desenvolvido em parceria informal com a PF de Santa Catarina, quando passou a ser distribuído às superintendências estaduais da corporação. Em 2007, quando assumiu o cargo, foi afirmado que Corrêa integrou a equipe que auxiliou no desenvolvimento do Guardião.

O procurador da Fazenda licenciado Hugo César Hoeschl, que reivindica na Justiça os direitos autorais sobre dois softwares usados no sistema, afirmou à Folha que o diretor-geral passou as férias em 2005 e 2006 em um apartamento de Geraldo Faraco - proprietário da Dígitro. Os dois negam.

Em 2007, foi assinado um contrato de R$ 161 entre o Ministério da Justiça e a Motorola, no qual estava previsto o fornecimento de tecnologia da informação e comunicação durante os Jogos Pan Americanos. A Dígitro estava entre os fornecedores da Motorola.

Ainda segundo Hoeschl, um diretor da Dígitro esteve na delegação brasileira chefiada por Corrêa que foi à Bélgica e a Israel para conhecer sistemas de segurança antes do Pan Americano. De acordo com a Polícia Federal, o encontro foi casual.

Redação Terra