Durante o debate Farmácia: Estabelecimento de Saúde, ele garantiu que as mudanças não aconteceram "do dia para a noite" e que houve participação da sociedade na discussão. Outra "falsa polêmica", segundo ele, é a respeito da norma que proíbe que os medicamentos, mesmo os que não precisem de prescrição médica, fiquem ao alcance do consumidor.
"O medicamento
isento de prescrição não é isento de
dispensação farmacêutica mas qualquer cidadão
pode se dirigir à farmácia e pedir o remédio que
for de sua preferência. O elo entre o medicamento isento de
prescrição e o uso adequado vem do profissional
farmacêutico, não tem outro para fazer isso", disse. Para
o promotor do Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios (MPDFT), Jairo Bisol, a resolução
da Anvisa deve ser "festejada" diante da tentativa de se
construir um estabelecimento farmacêutico como um
estabelecimento de saúde. "Evidentemente,
não pode haver liberdade na relação do usuário
com o medicamento. Sabemos que há uma cultura da automedicação
que tem que ser combatida. É preciso que o medicamento seja
uma ferramenta dentro de um sistema
para que se consiga chegar a um uso racional dele, e não
induzido por outros motivos." Já
o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) avaliou que, atualmente, nem
todas a farmácias brasileiras cumprem o papel de auxiliar os
consumidores. "Nem todas elas têm farmacêuticos",
disse. Para ele, se alguém questiona o papel do farmacêutico
na dispensação do remédio, essa pessoa está
negando o papel do profissional e priorizando a lógica de que
cada um é capaz de decidir por si. "Sou
médico e já passei por condições de não
poder decidir por mim. O que existe é um conflito de
interesses. 30% das intoxicações são
decorrentes de automedicação. É razoável
que os medicamentos que mais causam intoxicação devam
estar sobre a dispensação do profissional. Esses têm
que estar atrás do balcão."


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