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Zoológico de Goiânia registra mais 10 mortes; total vai a 60

21 de agosto de 2009 21h34 atualizado às 22h05

Márcio Leijoto

Direto de Goiânia


Nove tracajás e uma tartaruga da Amazônia foram encontrados mortos no Parque Zoológico de Goiânia na manhã desta sexta-feira. Com isso, sobe para 60 o número de óbitos dentro do estabelecimento, que foi fechado no dia 20 de julho para que todo o plantel de quase 600 bichos se submetesse a procedimentos veterinários. A interdição foi motivada pelo elevado número de mortes, que na época estava em 47.

Relatórios elaborados pelo Ministério Público Estadual (MPE), pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) mostram que a falta de investimento do poder público comprometeu a estrutura do parque, e agora estes mesmos órgãos investigam se isso pode também ter influenciado no índice de óbitos, que gira em torno de 8% do total do plantel.

Desta vez, as dez mortes foram causadas, segundo a direção do zoológico, por um animal que circula livremente pelo parque, algum predador natural destes espécimes, como o gambá, o furão e o quati. Os cascos não foram quebrados, mas pelas lesões causadas o furão é a hipótese mais provável.

A direção do parque não descarta a possibilidade de ser um outro mamífero de pequeno porte o predador, inclusive um animal que não seria do plantel. "Colocamos armadilhas para ver se capturamos esse animal. E também vamos aumentar o muro de proteção do tanque", disse Raphael Cupertino, diretor do zoológico.

O zoológico tinha 46 quelônios - grupo a que pertencem as espécies que morreram hoje. Eram 19 tartarugas da Amazônia e 27 tracajás. A vida média deles é de 80 anos. As vítimas eram os mais novos das espécies.

"Foi uma surpresa muito desagradável", afirmou Cupertino. É a primeira vez que esse tipo de ataque ocorreu no parque, segundo ele. O tanque é esvaziado de dois em dois meses. "Só capturando o predador podemos saber porque isso aconteceu desta vez", disse.

Agentes da Delegacia do Meio Ambiente (Dema) estiveram no parque pela manhã atrás de indícios do predador. Não encontraram nada. O delegado Luziano Carvalho, titular do Dema, que abriu um inquérito em julho para apurar todas as mortes ocorridas neste ano, disse que só poderia se manifestar após a conclusão do laudo dos peritos.

Redação Terra