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No 7º dia de "guerra", 'Globo' exibe nota da 'Record'

19 de agosto de 2009 20h56 atualizado às 21h22

Sete dias depois do início de uma "guerra" entre a Globo e a Record em pleno horário nobre, a emissora da família Marinho exibiu uma nota da concorrente, em que nega as acusações de superfaturamento na venda de horários publicitários para a Igreja Universal, com o objetivo de financiar a emissora. Pela primeira vez desde o dia 12, o Jornal da Record não deu destaque algum às denúncias envolvendo o fundador da igreja, Edir Macedo.

As emissoras têm trocado ataques desde quarta-feira passada, quando a Record resolveu responder às acusações do dia anterior, por ter considerado que a concorrente deu destaque excessivo ao fato da Justiça paulista ter acatado a denúncia por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro contra Edir Macedo e mais nove pessoas. Os acusados usariam as doações dos fiéis para benefício próprio.

Os principais telejornais das emissoras levaram ao ar reportagens ao mesmo tempo na semana passada. A TV ligada a Universal chegou a reservar mais de 20 minutos para atacar a concorrente no dia 13 e levou ao ar um programa especial de uma hora de duração no domingo, que incluiu um depoimento de Edir Macedo sobre as acusações. Nas reportagens, a Record tentou vincular a Globo com a ditadura militar e afirmou que um promotor responsável pelas investigações da Universal já foi investigado por favorecer a emissora da família Marinho. A Universal pediu abertura de sindicância no Ministério Público.

Segundo o Jornal Nacional desta quarta, um relatório da polícia afirma que o dinheiro de doações de fiéis seria injetado na emissora, sendo mascarado pela compra de espaço publicitário com um preço acima do mercado. A edição da revista Veja desta semana aponta que a igreja paga R$ 200 mil por uma hora durante a madrugada na Record, com 1,4 pontos de audiência no Ibope. A revista compara os valores com o das TV Globo, que chegam a R$ 50 mil por hora no mesmo período, mas com seis pontos.

O Jornal Nacional cita ainda o jornal Folha de S.Paulo de ontem, que aponta que a madrugada na emissora valeria no máximo R$ 60 milhões por ano. Segundo a nota da Record, a igreja compra 180 horas na madrugada da emissora, 180 horas na rádio AM e 150 horas no canal internacional ao mês, sendo que nem todas as inserções são durante a madrugada, por isso os valores não podem ser comparados.

Redação Terra