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Ex-cirurgião Hosmany Ramos é preso na Islândia

18 de agosto de 2009 15h49 atualizado às 18h38

O ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos, 61 anos, foi preso na Islândia na última quinta-feira com o passaporte do irmão. Hosmany foi condenado a 47 anos de prisão por assassinato, sequestro e roubo e está foragido da Justiça brasileira desde dezembro. A prisão foi confirmada por Luiz Fernando Emediato, diretor da Geração Editorial, editora que publica os livros de Hosmany no Brasil.

Segundo Emediato, Hosmany estava na casa do filho, em um país nórdico, e teria ido ao Canadá com um passaporte de um parente morto. Ele foi detido na Islândia quando o voo fazia uma conexão em Reikjavik. O diretor da editora disse que Hosmany contou ter sido muito bem tratado. Ele teria confessado o porte de documento falso e foi condenado a 15 dias de prisão.

Segundo o relato, o ex-cirurgião está em uma cela que parece um quarto de hotel quatro estrelas, com TV, computador e um aparelho para ouvir música. Ele faz exercícios todos os dias e tem direito a telefonar e receber telefonemas.

Ainda de acordo com Emediato, Hosmany conseguiu o auxílio de dois advogados que devem conseguir autorização para o brasileiro ficar no país. Lá, ele poderá atuar como médico. Hosmany afirmou a Luiz Fernando Emediato que deverá ficar na Islândia para trabalhar e concluir seu livro de memórias.

No Brasil, Hosmany foi beneficiado com saída temporária de Natal, mas decidiu não voltar para a prisão, apesar de ainda não ter cumprido a íntegra de sua pena. Ele se disse inocente e informou que sua condenação foi articulada pelo governo militar. "Eu estava programado pelas forças ocultas da ditadura para ser condenado. Apesar da minha inocência, apesar da total falta de provas, acabei condenado. Obviamente porque forças estranhas do governo militar agiam por trás do pano", disse o ex-cirurgião em seu site.

Em janeiro, o ex-cirurgião lançou uma campanha à Presidência da República, com direito a site na internet. Contudo, pela legislação eleitoral, detentos em condenação definitiva não podem se candidatar enquanto a pena não for efetivamente cumprida. Mesmo assim, o ex-pupilo de Ivo Pitanguy prometeu abrir mão do salário e se tornar o "Nelson Mandela" brasileiro.

Redação Terra