Marina Mello
Direto de Brasília
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), se defendeu nesta segunda-feira da denúncia de que teria viajado para Nova York com a filha às custas do Senado. De acordo com ele, a viagem foi autorizada pela Casa.
Segundo matéria publicada hoje pelo jornal Folha de São Paulo, a filha de Guerra, Helena Olympia de Almeida Brennand Guerra, foi para os Estados Unidos em fevereiro de 2007 e gastou R$ 4.580,40 em diárias pagas com verba da Casa.
De acordo com o senador, tal viagem só foi feita em companhia da filha porque ele enfrentava um grave problema de saúde e, por orientação de médicos que suspeitavam de um câncer no intestino, foi recomendada uma viagem aos EUA. Diante da gravidade do problema, Guerra pediu e o Senado aprovou que sua filha fosse junto.
O senador afirma ter feito tudo com autorização da Casa, mas garante que, se tiver havido alguma ilegalidade nisso, irá devolver o dinheiro. "Estava em um momento crítico, portanto, minha filha me acompanhou. Foi um problema de saúde, não foi lazer nem turismo. Não há nada de ilegal, fiz seguindo as normas do Senado", disse.
Sem fazer referências diretas à chamada "tropa de choque" que estaria atuando no Senado em defesa do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), o tucano disse achar no mínimo "estranho" o fato de uma viagem feita em 2007 virar denúncia agora, justamente no momento em que a oposição intensificou a postura de que Sarney deve ser afastado. "Viajei em 2007 e agora estranhamente essa coisa aparece. Não vou citar nomes, mas que é estranho é", disse.
Sérgio Guerra apresentou documento assinado pelo diretor da Secretaria de Controle Interno do Senado, Eduardo Torres, dizendo que o diretor à época, Shalom Granado, divergiu da área técnica do Senado e não solicitou a devolução dos recursos usados por Guerra para custear as despesas de sua filha.
No documento, Torres diz que não há dúvidas quanto à licitude do pagamento das diárias, uma vez que o artigo 10 do Ato da Comissão Diretora nº5 de 2007, diz que existe a possibilidade de fazer tais pagamentos a "colaboradores eventuais" do Senado, onde enquadrou a filha de Guerra, visto que ela acompanhou o pai quando o senador estava enfermo.
- Redação Terra


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