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Sarney, Renan e Collor são os heróis de Lula, diz Simon

07 de agosto de 2009 12h17 atualizado às 12h37

Em outro discurso, senador Pedro Simon (PMDB-RS) já havia defendido o afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em outro discurso, senador Pedro Simon (PMDB-RS) já havia defendido o afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP)
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em discurso em que homenageou o vice-presidente, José Alencar, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) criticou nesta sexta-feira a defesa feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O parlamentar gaúcho ainda criticou a relação entre o presidente e os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL). "Hoje o herói de Lula é o doutor Sarney, é o doutor Renan, é o doutor Collor", disse o peemedebista, que voltou a pedir que Sarney tire licença do cargo.

"Nenhum ditador teria feito tal interferência", disse Simon, se referindo à interferência de Lula junto à bancada do PT em favor de Sarney. Segundo o parlamentar, o vice-presidente, José Alencar, que luta contra um câncer é o único que poderia convencer Lula a mudar de opinião.

"O Lula hoje tem um problema muito sério: a vaidade", disse Simon. "Eu não vejo ninguém que pudesse vir aqui e pudesse acalmar o presidente Lula, tirar a paixão que ele tem pelo Sarney. Eu não vejo outra pessoa que não o José Alencar", continuou.

Na segunda-feira Simon (PMDB) se envolveu em um bate-boca com Renan e Collor. O senador pediu a saída de Sarney, foi rechaçado por Renan, criticou a relação com Collor (PTB-AL) e ouviu como resposta do ex-presidente: "suas palavras em relação a mim e a minha relação política são palavras que eu não aceito, palavras que eu quero que o senhor as engula e as digira como julgar conveniente".

Sarney enfrenta uma série de denúncias de irregularidades no cargo, entre elas de participação no caso de atos administrativos não publicados, conhecidos como atos secretos. Sarney, na quarta-feira, fez um discurso no qual se defendeu das acusações ao lembrar sua biografia, isentou os colegas do caso dos atos secretos e disse que fica no cargo.

Redação Terra