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 Servidores festejam pedido de afastamento de Yeda com fogos
05 de agosto de 2009 18h06 atualizado às 18h11

Professores e manifestantes realizaram protesto em frente ao Palácio do Piratini. Foto: Fabiana Leal/Terra

Professores e manifestantes realizaram protesto em frente ao Palácio do Piratini
Foto: Fabiana Leal/Terra

Fabiana Leal

Direto de Porto Alegre


Um grupo de manifestantes e servidores públicos foi, na tarde desta quarta-feira, até a frente do palácio Piratini, sede do governo gaúcho, no centro de Porto Alegre, e comemorou o pedido de afastamento do cargo da governadora Yeda Crusius (PSDB).

Com bandeiras, os manifestantes gritaram: "Yeda roubou uma mansão, vai sair de camburão!"

Nesta quarta-feira, o Ministério Público Federal informou que pediu o afastamento de Yeda e de outros servidores citados no processo protocolado na 3ª Vara Federal de Santa Maria.

O processo é resultante da Operação Rodin, que apura o desvio de verbas envolvendo o Detran-RS, a Universidade Federal de Santa Maria e fundações de apoio. Eles foram denunciados por enriquecimento ilícito e dano ao erário. A ação foi ajuizada na 3ª Vara federal de Santa Maria, município na região central do Estado.

"Trouxemos foguetes para comemorar a vitória do movimento", disse a presidente do Sindicato de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Spers), Rejane de Oliveira. Segundo ela, o Estado não pode ter uma governadora sem legitimidade. "Não vamos descansar enquanto não a arrancarmos do governo".

"Agora fica claro quem é a grande quadrilha", referindo-se ao fato do comando da Brigada Militar afirmar que os professores que protestavam contra o governo eram integrantes de uma quadrilha.

A manifestação foi acompanhada pacificamente pela Brigada Militar.

Investigações
O governo de Yeda tem sido alvo de acusações desde a Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou o suposto esquema envolvendo fraudes em contratos de prestação de serviços da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) para o Detran, e que causou o desvio de aproximadamente R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo o Ministério Público.

A situação ficou mais complicada depois que a revista Veja divulgou gravações mostrando conversas entre Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora, e o empresário Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha de Yeda e réu na Operação Rodin. O áudio indicaria o uso de caixa dois na campanha de Yeda para o governo do Estado.

Redação Terra