Familiares e amigos da menina acompanham enterro no Cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul (SP)
Foto: Adriano Lima/Futura Press
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
A Tia Augusta Turismo informou nesta segunda-feira que, no mesmo grupo em que estava a adolescente Jacqueline Ruas, 15 anos, que morreu dentro de um avião quando voltava de uma viagem aos Estados Unidos, estava um menino de 11 anos que foi diagnosticado com gripe suína.
A adolescente morreu após uma parada respiratória na madrugada de domingo durante um voo no trajeto entre Orlando, nos Estados Unidos, e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ela voltava de uma viagem à Disney. O corpo da jovem foi enterrado por volta das 9h desta segunda-feira, segundo informou o Cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul (SP). Nesta segunda-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) condenou a liberação da adolescente e disse ser "altamente questionável" um teste que busque detectar rapidamente a presença do vírus H1N1 no ser humano.
A empresa de turismo informou, entretanto, que o quadro de saúde do menino não era grave. Ele foi medicado e ficou 48 horas em isolamento. Como ele estava acompanhado pelos pais, a Tia Augusta Turismo não interferiu no tratamento.
Em entrevista coletiva, o representante da companhia de turismo, Filipe Fortunato, frizou diversas vezes que a viagem foi autorizada pelos médicos do Florida Hospital, centro de referência onde a adolescente realizou exames que descartaram a gripe suína.
A companhia relatou ainda que a adolescente foi deslocada em cadeira de rodas para a aeronave na qual fez conexão no Panamá. A menina reclamou de tontura e fraqueza. A guia turística Gisele dos Santos atribuiu o mal estar ao cansaço do voo.
Fortunato afirmou que a cadeira de rodas foi apenas uma gentileza da guia e que não era um indício de piora em seu estado de saúde. Ele afirma não poder saber se a menina poderia estar viva se tivesse sido atendida no aeroporto do Panamá. "Esta é uma resposta que eu não posso dar, pois é uma hipótese", disse Fortunato.
A Tia Augusta Turismo disse que questionará os procedimentos médicos na embaixada dos Estados Unidos no Brasil. "Não havia restrições para a menina viajar e os médicos tinham conhecimentos de nosso roteiro", disse Fortunato. Segundo ele, houve casos em que turistas foram impedidos de voltar ao país por outras enfermidades.
A Tia Augusta destacou que Jacqueline esteve sempre aos cuidados da guia e nega que tenha havido negligência. No relatório de alta de Jacqueline consta um aviso de que, se ela apresentasse sintomas como cansaço e dificuldade respiratória, deveria voltar ao hospital.
- Redação Terra









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