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Polícia busca suspeitos por mortes em suposta guerra do tráfico

30 de julho de 2009 08h50 atualizado às 11h49

Anderson Ramos

Direto do Rio de Janeiro


Cerca de 100 policiais invadiram na manhã desta quinta-feira a favela Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. A operação busca suspeitos de provocarem pelo menos dez mortes em uma suposta guerra entre traficantes rivais da favela Baixa do Sapateiro e da Vila do João, que teria iniciado há pelo menos seis meses. De acordo com informação da delegada Márcia Becker, titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), a ação acabou às 11h e duas pessoas foram presas.

Segundo a delegada, a operação ocorreu para localizar um paiol de armas e para localizar os suspeitos. Os policiais entraram na favela por volta das 7h. Houve um rápido tiroteio, mas não havia informações sobre feridos até as 9h. Um carro blindado e dois helicópteros dão apoio à ação. As buscas estão concentradas em uma localidade chamada Timbau. Os principais suspeitos de liderarem a quadrilha são conhecidos como Facão e Matemático.

A polícia informou que, durante a operação, apreendeu uma metralhadora anti-aérea .30, capaz de perfurar veículos blindados e derrubar helicópteros, uma pistola calibre 40, de uso restrito da polícia, drogas e bombas caseiras.

No dia 11 de junho dois policiais militares do 22º Batalhão da PM (Maré) e cinco suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas morreram durante troca de tiros na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré. O confronto ocorreu durante uma operação no local, após denúncia de que traficantes fortemente armados estariam reunidos na Vila dos Pinheiros. Quatro fuzis e uma pistola foram apreendidos.

No dia 20 de maio, cerca de 15 dias, bandidos da favela Baixa do Sapateiro, também no Complexo da Maré, invadiram a Vila dos Pinheiros, provocando a morte de três pessoas e deixando oito feridos. O confronto durou uma semana e cerca de 7 mil alunos de escolas e creches da região ficaram sem aulas durante esse período. Desde então, o clima é tenso na região e os tiroteios constantes.

Redação Terra