O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, inspeciona lixo vindo da Inglaterra no Porto de Santos (SP)
Foto: Jefferson Rudy/MMA/Divulgação
Contêineres com lixo doméstico foram lacrados nesta quinta-feira no Porto de Santos e serão devolvidos para a Inglaterra dentro de 10 dias, informou o Ministério do Meio Ambiente. O material começou a chegar ao Brasil em novembro sob a fachada de polímero de etileno para reciclagem e inclui seringas, camisinhas, fraldas usadas e banheiros químicos, entre outros produtos.
"Como é possível países que dizem fazer tudo para defender o meio ambiente, com tecnologia, dinheiro e meios para fazer isso, mandem aos países pobres e em desenvolvimento seu lixo doméstico, químico e industrial para serem queimados e enterrados?", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de acordo com nota no site da pasta.
A agência ambiental britânica informou, em nota, nesta quinta-feira que três pessoas foram presas como parte das investigações sobre os contêineres enviados ao Brasil e que está em contato com transportadoras responsáveis para repatriarem o material à Inglaterra.
"A agência ambiental planeja realizar uma investigação dos contêineres assim que forem liberados pelas autoridades brasileiras e retornarem ao Reino Unido", disse a agência no comunicado.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as seis empresas envolvidas na importação, o consolidador, o responsável pelo carregamento e os compradores da carga foram autuados por crime ambiental e multados em R$ 2,5 milhões.
"As empresas importadoras alegam que o material encontrado em Santos teria sido embarcado como sobras de plástico para reciclagem, mas o Ibama constatou que se trata de lixo doméstico", informou o ministério.
Minc pedirá uma investigação e disse ainda que vai acionar a Comissão Interministerial de Combate a Crimes Ambientais, composta pelos ministérios do Meio Ambiente, da Justiça, a Polícia Federal e a Força Nacional, para melhorar a fiscalização ambiental nos portos brasileiros, impedindo esse tipo de crime.
Em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o envio do lixo pela Inglaterra e cobrou uma investigação.

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