Liliana Edith Sava cuida de uma das 3 filhas no aeroporto Aeroporto Internacional Tom Jobim
Foto: Daniel Gonçalves/Terra
Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro
A família de argentinos que mora há cerca de um mês no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) recusou nesta sexta-feira ser encaminhada para um abrigo da prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo nota da assessoria da Secretaria Municipal de Assistência Social, eles poderiam ficar em duas instalações, uma na Ilha do Governador e outra na Praça da Bandeira, mas não aceitaram. Uma equipe da secretaria esteve hoje no Galeão e reiterou a possibilidade de ajudá-los.
"O grupo (três adultos e três crianças) foi abordado por educadores sociais, que os acompanhou à sala do Batalhão de Polícia de Turismo do aeroporto, onde recusaram a nova oferta de acolhimento na rede de proteção social do município", informou a nota.
Marco Antônio Pereira, irmão do PM José Walber Francisco dos Santos, que ajuda a família de argentinos, afirmou que os estrangeiros não aceitaram a oferta por acharem que os abrigos não são um ambiente apropriado para crianças. De acordo com a mãe da família argentina, Liliana Edith Sava, 43 anos, a ajuda do policial e dos seus parentes é funamental para a sobrevivência deles.
Ainda de acordo com a secretaria, a promotoria do Juizado da Infância e da Juventude já foi informada da situação das três crianças no Galeão, que começam a apresentar problemas respiratórios por causa do contato constante com o ar condicionado do local.
A prefeitura vai tentar colocá-los num voo do Correio Aéreo Nacional. Porém, o Ministério das Relações Exteriores e as Forças Armadas têm que autorizar a viagem.
Carlos Chavez, 49 anos, acompanhado da irmã, Edith, da mulher, Liliana, 43 anos, e das três filhas pequenas, viajou há cerca de oito meses para a Argentina, pois o sogro estava doente. Eles pretendiam ficar apenas 15 dias, mas acabaram tendo que estender a viagem. Agora, sem dinheiro, não tem como retornar para Ciudad de David, no Panamá, onde residem há pelo menos três anos.
A família então decidiu ir ao Rio, pois lá o valor das passagens seria mais barato. Contudo, desde o dia 11 de junho eles têm morado no Galeão, dormido nos bancos e se alimentado com o auxílio de outras pessoas.
O consulado argentino informou que só pode oferecer ajuda para que eles voltem para Buenos Aires. Já o Consulado do Panamá explicou que não pode fazer nada, já que o casal só mora a três anos naquele país e, portanto, ainda não possuem cidadania panamenha.
- Redação Terra

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