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 Novo presidente do Conselho de Ética: ato secreto é bobagem
16 de julho de 2009 06h41 atualizado às 06h46

O senador Paulo Duque (PMDB-RJ), eleito na quarta-feira presidente do Conselho de Ética do Senado, afirmou que para julgar o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), por quebra de decoro parlamentar, é preciso uma "acusação seriíssima" - o que, segundo ele, não pode ser feito a partir dos atos secretos, que considera "uma grande bobagem". Duque fez as afirmações em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo publicada na edição desta quinta-feira.

Duque também não vê como motivo para o julgamento a contratação de parentes. ¿Eu mesmo empreguei mais de 5.000 pessoas nestes anos todos de vida pública e elas estão felizes, uns me agradecem, outros não. O empreguismo tem que ser elevado. Eu já contratei parentes quando podia¿, disse ao jornal.

Como presidente do Conselho de Ética, Duque pode arquivar as três denúncias e a representação que pedem a cassação do mandato de Sarney. Ele afirmou que decidirá sobre o caso em agosto, após o recesso. O senador foi indicado para o cargo pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL).

Redação Terra