inclusão de arquivo javascript

 
 

Conselho de Ética elege aliado de Sarney como presidente

15 de julho de 2009 16h13 atualizado às 16h22

Keila Santana

Direto de Brasília


Os aliados do presidente José Sarney (PMDB-AP) conseguiram emplacar no comando do Conselho de Ética um fiel amigo: por dez votos a favor, uma abstenção e quatro brancos, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) foi eleito presidente como candidato único. É o presidente do colegiado quem tem o poder de rejeitar sumariamente as denúncias e representações contra senadores.

Em protesto, a oposição se negou a votar na eleição do senador Paulo Duque. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) disse que a decisão foi votar em branco. "O meu partido decidiu não votar, votar em branco e não lançar candidato. Estamos preparados para recorrer contra decisões que configurem quebra das regras regimentais ou atuação de tropa de choque", disse.

O líder do DEM, senador José Agripino (RN), também disse que optou pelo voto em branco. "Vamos votar em branco para permanecer independentes das posições que serão adotadas aqui", disse Agripino, já cogitando a possibilidade de arquivamento das denúncias contra o senador Sarney.

A primeira missão do Conselho é decidir se aceita ou não quatro denúncias contra o presidente do Senado. Sarney foi levado ao conselho por uma representação do Psol e três denúncias do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Os novos integrantes do conselho terão que trabalhar de acordo com as mudanças no regimento, realizadas em 2008, que obriga os relatores dos casos analisados a serem escolhidos por sorteio e de partidos diferentes dos representados.

O presidente do Senado foi denunciado por quebra de decoro parlamentar pela edição dos atos secretos beneficiando pelo menos 15 pessoas e também pela suspeita de que usou o cargo a favor da fundação que leva o nome dele.

Especial para Terra