Dezenas de pessoas acompanharam o sepultamento da menina Rita de Cássia, de 5 anos, no Rio de Janeiro
Foto: Henrique Esteves/Futura Press
Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro
O corpo da menina Rita de Cássia Rodrigues de Sena, 5 anos, foi enterrado às 11h40 desta terça-feira no cemitério de Irajá, zona norte do Rio de Janeiro. A criança morreu na noite de sábado quando caiu do apartamento onde morava no quinto andar de um prédio em Tomás Coelho.
Os pais da criança, Fátima e Gilson Rodrigues de Sena, foram presos em flagrante por abandono de incapaz e podem pegar até 16 anos de prisão. Ontem, por ordem da Justiça, o casal foi solto. A criança caiu às 23h23 da janela do apartamento que tinha uma tela de proteção parcialmente rasgada. Segundo a mãe, o buraco teria feito pela empregada que encostou um ferro quente na tela. A queda aconteceu nove minutos depois da menina ter sido deixada sozinha em casa. A mãe afirmou ainda que só desceu do apartamento porque precisava falar com a filha mais velha.
"A Rita era tudo pra mim, tudo, eu te amo Ritinha. Como vai ser minha vida agora sem você?", disse a mãe de Rita, Fátima Rodrigues Edvirges Sena, 50 anos. Os parentes e amigos destacaram o cuidado que os pais de Rita tinham com a filha. O tio Clemílson Rodrigues de Sena, 42 anos, classificou a relação dos pais com Rita de "cuidado excessivo".
Uma vizinha da família, a aposentada Vanda de Oliveira da Silva, afirmou que "dizer que eles foram negligentes é uma calúnia e um absurdo". A irmã mais velha de Rita, Ana Carolina, 18 anos, passou mal durante o velório e teve que ser retirada do local. A jovem está grávida de oito meses e chegou a ter contrações.
Ione Maria Alves da Rosa, 69 anos, tia da criança, disse que Rita era a bonequinha da família. "Foi uma injustiça (a prisão dos pais por abandono de capa), eles estão sofrendo duas vezes: por ter perdido a menina e pela prisão. É uma injustiça. Eles eram muito agarrados com a menina. Ela era a bonequinha deles."
Rita de Cássia foi enterrada em um caixão branco e fechado, mas, a pedido da mãe, o caixão foi aberto momentos antes do sepultamento. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes no cemitério para prestar solidariedade à família.
- Redação Terra



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