Prefeitura nega desvio de IPTU para campanha de Richa

14 de julho de 2009 • 00h33 • atualizado às 00h33

A Prefeitura Municipal de Curitiba rebateu nesta segunda-feira, em nota, as novas acusações contra o prefeito Beto Richa durante a campanha eleitoral do ano passado. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada no último sábado, o construtor Rodrigo Oriente relatou um suposto desvio do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para financiar a campanha do tucano. O governo municipal disse que vai tomar todas as medidas judiciais cabíveis para Oriente "restabelecer a verdade".

Rodrigo Oriente é apontado como responsável pela divulgação de um vídeo ao Fantástico. As imagens mostravam dissidentes do PRTB assinando recibos em nome de terceiros e distribuindo dinheiro para os ex-candidatos do partido que desistiram de disputar a eleição e se desfiliaram da legenda para apoiar a reeleição do prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB). Oriente é ex-gerente comercial da Piemonte, responsável pela empresa de loteamentos Piemonte, terceira maior doadora da campanha do tucano.

Após a suspeita de caixa dois na campanha de Richa, o PSDB divulgou outro vídeo editado no qual Oriente relatava pressão que sofria para fazer denúncias contra o prefeito. A Folha teve acesso à íntegra do vídeo. Nas imagens, o construtor também aparece falando que sua empresa negociou com Richa que a arrecadação de IPTU de 6.220 terrenos em um loteamento não fosse para os cofres públicos, mas para a campanha do PSDB. Ele disse que o esquema gerou R$ 334 mil para os comitês.

A prefeitura afirmou que não há "nenhuma irregularidade tributária ou fiscal" na arrecadação do IPTU no loteamento Rio Bonito. Segundo o comunicado, dos 6.220 lotes, 1.284 são isentos da cobrança do imposto. A prefeitura afirmou também que não foram apresentados documentos para fundamentar as acusações.

A nota também afirma que Richa e Oriente nunca se reuniram para tratar de assuntos referentes ao IPTU e que o construtor não quis oficializar suas denúncias. "Mesmo sem apresentar documentos ou provas que fundamentem suas acusações, Rodrigo Oriente relatou os supostos atos irregulares cometidos por servidores públicos à Procuradoria Geral do Município nos dias 16 e 24 de junho de 2009. Imediatamente foram instalados 14 procedimentos administrativos e uma sindicância interna. Sempre que ouvido por Procuradores do Município, Rodrigo Oriente negou-se a assinar o termo de declarações para oficializar suas denúncias", detalha o comunicado.

Redação Terra
 
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