Jobim critica reforma: impressão do voto é retrocesso

09 de julho de 2009 • 15h44 • atualizado às 17h24

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, classificou nesta quinta-feira como "um retrocesso brutal" parte das mudanças aprovadas ontem pela Câmara dos Deputados na Lei Eleitoral. Um dos pontos criticados pelo ministro é a impressão do voto pela urna eletrônica.

"Tem uma coisa que eu acho um retrocesso brutal, que é voltar ao sistema de impressão do voto. Isso é um retrocesso brutal, um equívoco técnico e político", disse o ministro. "Só vai atrasar o processo eleitoral e não tem justificativa técnica. Vai criar problemas, e não gerar soluções."

De acordo com a proposta aprovada pela Câmara, a partir de 2014, os votos serão impressos pelas urnas eletrônicas. A impressão servirá para a conferência do eleitor e deverá ser depositada em outra urna.

A proposta prevê ainda que, após o fim da votação, seja realizada uma audiência pública para auditar 2% das urnas eletrônicas do País. A Justiça Eleitoral terá que analisar pelo menos três urnas de cada cidade. Antes de virar lei, a proposta de reforma eleitoral precisa ser aprovada pelo Senado.

Agência Brasil
 
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