PMDB recuaria em CPI após denúncia ligar Sarney e Petrobras

09 de julho de 2009 • 12h10 • atualizado às 12h11

Marina Mello

Direto de Brasília


O PMDB, que demonstrava disposição em atender os apelos da oposição e forçar o PT a instalar a CPI da Petrobras, pode recuar e adotar a cautela diante da denúncia publicada hoje pelo jornal Estado de S. Paulo de que a Fundação José Sarney em São Luís (MA) teria recebido recursos da estatal e repassado parte do dinheiro a empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios na capital maranhense.

Nos bastidores, a avaliação de peemedebistas é de que a instalação da CPI agora pode prejudicar ainda mais a situação do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), pressionado há semanas para deixar o cargo por causa de uma série de denúncias de supostas irregularidades.

Diante disso, PT, PMDB e outros partidos da base aliada se reúnem na manhã desta quinta-feira para avaliar qual será a postura adotada, já que a oposição deu seu ultimato de que não vai aceitar esperar mais pela instalação da CPI.

Os líderes oposicionistas avaliam que a nova denúncia reforça a necessidade de instalação da CPI e ainda a tese de que Sarney deve mesmo se licenciar do cargo. "Queremos credibilidade para as investigações das irregularidades que pesam sobre o comando do Senado", disse o líder do DEM, José Agripino Maia (RN).

O líder do PT, Aloízio Mercadante (SP), além de sair em defesa da Petrobras, afirmou que a denúncia não prejudica a estatal.

Redação Terra
 
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