Senador nega nepotismo e chama jornalista de canalha

08 de julho de 2009 • 18h57 • atualizado às 20h39

Laryssa Borges

Direto de Brasília


Revoltado com o fato de ter sido citado como envolvido com práticas de nepotismo no Senado em matéria desta quarta-feira da Folha de S. Paulo, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) negou estar empregando parentes em seu gabinete e chamou de "canalha" o jornalista responsável pela reportagem.

Uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) proíbe nomear parentes até o terceiro grau - avós, netos, pais, filhos, cônjuges, irmãos, cunhados, tios e sobrinhos - para cargos no Poder Público. Pelo entendimento do STF, não é necessário que os servidores tenham relação de subordinação hierárquica para que haja nepotismo.

De acordo com o jornal, no gabinete do senador Almeida Lima (PMDB-SE) estão lotados os irmãos Rafael e Daniel Allievi Figueredo, como assistentes parlamentares. O senador explicou que as duas pessoas citadas são irmãos, mas não possuem nenhum grau de parentesco com ele. "As duas pessoas a que ele se refere no meu gabinete são, entre si, irmãos. Essas duas pessoas - são do sexo masculino - são irmãos, mas nenhum parentesco têm comigo, nem no décimo grau colateral", disse.

O senador avaliou ser uma "maldade" se falar em "nepotismo no Senado", sendo que os casos citados na reportagem, segundo ele, falam de situações que não são proibidas pela súmula.

Redação Terra
 
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