Após vistoria no Hospital Miguel Couto, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, o médico e vereador Carlos Eduardo, apontou problemas como falta de profissionais e aparelhos sem utilidade.
Na última quinta-feira, a grávida Manuela Costa, 29 anos, teria tido atendimento negado no Miguel Couto e um médico, que não foi identificado, teria escrito no braço da mulher as instruções para pegar um ônibus que a levasse a uma maternidade em outra unidade. A Secretaria Municipal de Saúde abriu sindicância administrativa que pode culminar com a demissão do médico. Manuela perdeu a criança.
Manuela continua internada. No domingo, ela foi transferida para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) fazer transfusão de sangue. A mulher, que tem anemia, apresenta quadro estável.
Falta de pessoal e integração com outras unidades
Carlos Eduardo disse que não existe um plano de contenção de despesas no Miguel Couto. Dos 43 leitos da unidade, 11 não podem ser utlizados em decorrência de obras em andamento. O vereador disse também que cada médico toma sua própria decisão no momento de encaminhar os pacientes, mas que a avaliação para a transferência deveria ter sido melhor.
Ainda segundo o vereador, faltam seis enfermeiros e 18 técnicos no Miguel Couto. O cardiotocógrafo, aparelho que serve para verificação da saúde do feto, está quebrado desde fevereiro. Carlos Eduardo criticou a falta de um plano emergencial para transferência de gestantes impedidas de ocupar os leitos em obras. A ausência de equipamentos de integração com outras maternidades, para gravidez de risco ou caso de superlotação, também prejudica o atendimento.
O vereador afirmou que vai ao Ministério Público pedir para que acompanhem a comissão em um outra visita. Uma ação civil pública será aberta para apurar as irregularidades.
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