Professores de escolas Estaduais do Rio de Janeiro que estão há mais de 120 dias longe das salas de aula por motivo de doença serão alvos de revisão médica. A Superintendência de Perícia Médica da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil e a Secretaria Estadual de Educação vão passar um pente-fino nas licenças médicas. Hoje, seis mil profissionais da rede estão afastados das funções. Para suprir o déficit, mais de 10 mil professores fazem hora extra.
O objetivo do estudo, que vai ocorrer entre os dias 20 e 24, é traçar o perfil das causas do afastamento e se o uso do benefício está sendo feito de forma apropriada. Durante os cinco dias, das 8h às 16h, uma junta composta por médicos da Perícia Médica, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar vai analisar prontuários e examinar professores licenciados.
O trabalho será feito no Colégio Estadual Júlia Kubitschek, no Centro do Rio. Nesta primeira etapa, o estudo será feito por amostragem, ou seja, serão convocados só parte dos profissionais com afastamento superior a 120 dias. Caso seja necessário, a revisão será estendida a todos os licenciados.
O objetivo do estudo é revelar uma radiografia dessas licenças médicas mais longas, para estabelecer um perfil de morbidade e monitorar o comportamento dos afastamentos. A partir das informações, as secretarias esperam desenvolver ações de prevenção e combate às patologias mais frequentes, além de melhorar a saúde ocupacional dos trabalhadores.
"Queremos avaliar o motivo dos afastamentos, mas também saber como esse profissional está sendo tratado, como está sendo a assistência médica recebida, quais as causas mais recorrentes de pedidos de afastamento", explica o superintendente de Perícia Médica, Eduardo dos Santos.
Segundo ele, o trabalho será feito com o uso de um programa de computador desenvolvido pela própria perícia. "Os professores serão informados, com antecedência, sobre quando deverão comparecer ao colégio para passar pela junta médica", esclarece Santos.
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