A publicitária Alessandra Ramalho D¿Ávila, 35 anos, acusada de matar o marido, Renato Biasotto, 52 anos, a facadas, se apresentou nesta sexta-feira à Justiça e teve a prisão preventiva revogada pela juíza Roberta Barrouin Carvalho, do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Acompanhada do advogado, Mário de Oliveira Filho, ela chegou ao Fórum por volta do meio-dia, entregou os dois passaportes - tem cidadanias brasileira e americana - e se prontificou a estar presente em todas as fases do processo.
Agora, Alessandra vai responder em liberdade pelo crime de homicídio e tem 10 dias para apresentar defesa prévia. Quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus (decisão provisória) à publicitária e determinou prazo de até 5 dias para se apresentar à Justiça.
O mérito do habeas corpus ainda seria julgado pela 5ª turma do STJ, mas a juíza Roberta Barrouin alegou, em sua decisão, não haver razões para manter Alessandra presa e se decidiu pela liberdade. A magistrada explicou que ela compareceu de forma espontânea à Justiça e demonstra não ter intuito de prejudicar à instrução criminal.
Alessandra matou o marido em 13 de junho, no apartamento do casal, em condomínio de luxo na Barra da Tijuca.
O laudo do Instituto Médico-Legal constatou que Renato foi ferido no rosto e no peito e, ao sair para buscar socorro, morreu no hall do prédio.
Após o crime, câmeras do circuito interno do edifício registraram Alessandra deixando o condomínio de carro, com o filho do casal. Segundo o advogado João Mestieri, a família de Renato está revoltada com a decisão da Justiça. "Ela não se apresentou espontaneamente. Estava com a polícia atrás dela e teve determinação do STJ para se apresentar", disse.

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