Atendendo à solicitação do ministro da Justiça, Tarso Genro, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), designou nesta sexta-feira um servidor para prestar esclarecimentos à Superintendência de Polícia Federal (PF) no Distrito Federal sobre o inquérito que investiga denúncias de corrupção nos contratos de empréstimo consignado na Casa. A PF havia reclamado de dificuldades para ter acesso a documentos do Senado.
O indicado foi o diretor da Secretaria de Controle Interno do Senado, Eduardo Torres, que repassará os documentos e as "informações necessárias" à Polícia Federal, responsável pelo inquérito que foi iniciado pela Polícia do Senado.
Na primeira fase das investigações, a Polícia Legislativa pediu o indiciamento de quatro pessoas, entre elas o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi. Hoje de manhã, o ministro Tarso Genro informou que a PF vai investigar funcionários e serviços terceirizados, e não senadores ou deputados. "A PF só vai investigar deputados e senadores se houver determinação do Supremo (Tribunal Federal).
Em suas averiguações ordinárias, a Polícia Federal investiga servidores, empresas e lobistas que tenham algum tipo de influência. Quando há parlamentares incluídos, a PF só age por determinação do Supremo, a pedido do Ministério Público", completou Tarso, negando que haja algum constrangimento em investigar um presidente do Poder Legislativo.
Agência Brasil