Vice-prefeito e filho são presos por contrabando em SP

03 de julho de 2009 • 20h06 • atualizado às 20h06

Cícero Affonso

Direto de Presidente Prudente


O vice-prefeito do município de Ribeirão dos Índios, interior de São Paulo, Aparecido de Almeida, e seu filho Aparecido de Almeida Júnior foram presos em flagrante, nesta sexta-feira, com outras três pessoas em uma ação da Polícia Federal que investigava uma quadrilha acusada de atuar no contrabando de cigarros.

Segundo a PF, a quadrilha foi desmanchada com a prisão dos cinco supostos integrantes no momento em que o vice-prefeito recebia uma carga com mais de 900 pacotes de cigarros produzidos clandestinamente em fábricas não autorizadas no Paraguai e transportados sem documentação de remessa, o que configura crime de falsificação, contrabando e formação de quadrilha.

De acordo com o assessor de imprensa da Polícia Federal, José Ribamar Pereira Silva, a investigação era feita há mais de 30 dias e culminou com a prisão de todos os envolvidos.

Após as investigações, os agentes da PF organizaram um ponto de observação e abordaram o grupo no exato momento em que dois homens chegaram com dois carros carregados com os pacotes de cigarro.

A Polícia Federal apreendeu os dois veículos com as respectivas cargas e prendeu em flagrante os dois motoristas. Um deles estava em liberdade provisória, pois havia sido preso pela em maio deste ano acusado pelo mesmo delito.

Além do vice-prefeito e do seu filho, também foi preso um homem da cidade de Ribeirão dos Índios que é suspeito de integrar o bando.

"Foi uma ação que exigiu um trabalho minucioso, e de muita paciência, pois a Polícia Federal, depois de descobrir a movimentação, encontrou o momento mais oportuno para prender a quadrilha inteira, exatamente no momento da entrega do produto. Os cinco homens foram presos em flagrante, acusados por contrabando e formação de quadrilha", relatou o policial.

Os dois veículos apreendidos foram recolhidos no pátio da Polícia Federal da cidade de Presidente Prudente (SP). Os presos, depois de ouvidos foram encaminhados para a cadeia pública de Presidente Venceslau para posterior transferência ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá (SP) aonde vão permanecer recolhidos à disposição da Justiça.

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