A publicitária Alessandra Ramalho D'Ávila Nunes, acusada de matar o marido, Renato Biasoto, a facadas na madrugada do dia 13 de junho, em um condomínio de luxo da Barra da Tijuca, Zona Oeste, se apresentou no início da tarde desta sexta-feira no 3º Tribunal do Juri da capital, no Centro do Rio.
Ela chegou e saiu do local acompanhada do advogado Mário de Oliveira Filho. De acordo com as primeiras informações, Alessandra tomou ciência do processo e foi liberada. Ela aguarda ser convocada para prestar esclarecimentos à Justiça.
Segundo o advogado, Alessandra esteve em São Paulo com o filho durante os dias em que ficou foragida, retornou ao Rio no início da semana e está hospedada na casa de amigos.
Habeas corpus
A expectativa era de que Alessandra só se apresentasse à Justiça na segunda, último dia do prazo concedido a ela, depois que foi beneficiada com um habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Alessandra estava foragida desde o dia do crime. No dia 18 de junho, a prisão preventiva dela foi decretada pelo juiz Sidney Rosa, do 3º Tribunal do Júri da capital. A polícia temia que, como tem cidadania americana, a suspeita tentasse deixar o País. Na última terça-feira, Alessandra garantiu, com a decisão do STJ, o direito de não ter a prisão novamente decretada por um mês.
A defesa da publicitária alega que ela era vítima de agressões praticadas pelo marido e agiu em legítima defesa. Uma das provas a serem apresentadas a seu favor é o resultado de uma perícia realizada por um perito particular, que comprovaria as agressões cometidas por Biasoto. Segundo Oliveira Filho, o casal tinha "um histórico de vida de ciúmes e agressões".
Como ela já se apresentou à Justiça, o processo agora seguirá com o depoimento das testemunhas. Oliveira Filho, que pode indicar até oito pessoas para depor a favor de Alessandra, afirmou que há "mais de 30 pessoas querendo falar em favor dela".
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