Sarney nega irregularidade em não declarar casa

03 de julho de 2009 • 14h09 • atualizado às 14h58

Marina Mello

Direto de Brasília


O presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) divulgou nota nesta sexta-feira justificando o fato de não ter declarado à Justiça Eleitoral uma mansão que ele possui em Brasília avaliada em R$ 4 milhões. No documento, o presidente apresenta uma certidão do Tribunal de Contas da União. Na certidão, o secretário do Tribunal, Alessandro Laranja, atesta que a mansão do senador consta em suas declarações de imposto de renda dos anos-calendário 1999 a 2007.

A denúncia foi feita em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta sexta-feira. Segundo a matéria, Sarney ocultou a propriedade da Justiça Eleitoral nas duas eleições que disputou depois da compra do imóvel em 1998 e 2006.

Segundo a nota do senador, a mansão foi comprada em leilão e parcelada em 10 vezes. Como durante o período de pagamento das parcelas, a casa continuou sendo habitada por seu antigo proprietário, não foi incluída na declaração de Imposto de Renda de 1998 do senador e conseqüentemente não informado à Justiça Eleitoral daquele ano.

Sarney disse ainda que em 1999 a casa passou a constar na declaração à Receita Federal tendo seu registro de contrato de compra e venda lavrado em cartório no mês de setembro de 1997.

A nota diz, no entanto, que a formalização da escritura só foi feita em 2007 e não dá maiores explicações sobre os motivos da demora. Em nota o presidente ainda ressalta que, além da Receita, a propriedade também foi declarada ao Tribunal de Contas da União (TCU) em 1999.

Mas "por equívoco" do contador, em 2006, foi apresentada à Justiça Eleitoral a mesma lista de bens que o senador possuía em 1998. Sarney diz ainda que todas estas informações seriam repassadas ao jornal Estado de S. Paulo, mas o jornal "preferiu não esperar" pela coleta de documentos que levou um certo tempo.

Redação Terra
 
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