Padre suspeito de abusar de menina em creche é preso em SP

03 de julho de 2009 • 13h41 • atualizado às 13h55

Hermano Freitas

Direto de São Paulo


A Justiça de São Paulo decretou nesta quinta-feira a prisão temporária de cinco dias para um padre suspeito de molestar sexualmente uma menina de 4 anos. Segundo a polícia, o padre mora em uma casa paroquial anexa à creche pela qual é responsável e frequentada pela menina, localizada na zona norte da capital paulista. A informação foi confirmada por funcionários do estabelecimento de ensino, que é conveniado com a prefeitura.

O Terra teve acesso com exclusividade ao boletim de ocorrência, registrado no 39º Distrito Policial. Segundo o "histórico" do documento, a menina vinha reclamando de dores na região da genitália havia cerca de três meses. No dia 30 de junho, se recusou a ir para a escolinha. Questionada pela babá, a menina relatou com detalhes como eram os abusos. O pai da criança registrou a conversa em um vídeo caseiro.

Pessoas ligadas ao padre afirmam que o religioso é coordenador da creche há 28 anos. Ainda de acordo com as testemunhas, ele tem debilidades físicas e não teria força para cometer os abusos. A advogada do padre estava presente na quinta-feira durante a elaboração da ocorrência na delegacia e não quis falar com a reportagem.

O pedido de prisão teve como base a acusação de atentado violento ao pudor, com agravante pelo fato de que a vítima é menor de 14 anos, corrupção de menores e assédio sexual.

Inconformado, o pai, que pediu para não ser identificado, afirmou não ter dúvida do relato da filha. "Ela descreveu coisas que uma criança não teria como saber e reconheceu o padre por uma foto", disse o taxista F.R.M.

A menina frequenta a creche, localizada no bairro Vila Isolina Mazzei, há dois anos. A polícia a encaminhou ao programa Bem-Me-Quer do Hospital Pérola Byington, que trata de vítimas de violência sexual. Foi decretado o segredo de Justiça do processo.

A Secretaria Municipal de Educação determinou investigação no Centro de Educação Infantil (CEI) além das diligências policiais e disse que, se confirmadas as suspeitas, a creche pode ser descredenciada.

Redação Terra
 
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