Agaciel diz que assinatura em atos secretos foi falsificada

02 de julho de 2009 • 20h53 • atualizado em 03 de julho de 2009 às 05h09

Marina Mello

Direto de Brasília


Em depoimento prestado à Polícia Legislativa do Senado nesta quinta-feira, o ex-diretor da Casa Agaciel Maia fez denúncias e apresentou novidades sobre irregularidades. As novas denúncias, no entanto, não envolvem senadores e sim servidores da Casa, segundo informações da polícia. No depoimento, o ex-diretor disse que a assinatura em três documentos apresentados pela polícia não era a dele.

Agaciel negou ter sido ele quem assinou os atos secretos referentes à nomeação da servidora Lia Raquel Vaz de Souza - que foi lotada para trabalhar no gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) sem que ele tivesse conhecimento. De acordo com o diretor da Polícia do Senado, Pedro Araújo, ao ser confrontado com outros dois atos secretos, Agaciel afirmou que não eram dele nenhuma das assinaturas. Por esta razão, será feita uma pericia nos documentos para avaliar se Agaciel falava ou não a verdade.

Além disso, o ex-diretor disse que Lia Souza entrou no Senado por meio do ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi. Segundo Pedro Araújo, o próprio pai da servidora, Valdeck Vaz de Souza, que já foi ouvido pela polícia, fez a mesma declaração. Diante disso Zoghbi deverá ser ouvido nas investigações na semana que vem.

A servidora teria sido inicialmente nomeada como assistente parlamentar para um cargo em uma comissão da Secretaria de Recursos Humanos. Desta comissão, ela teria depois sido transferida para o gabinete de Demóstenes e, posteriormente, para o gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), sendo exonerada depois.

Redação Terra
 
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