Polícia do Senado investigará agressão a jornalista

02 de julho de 2009 • 17h24 • atualizado às 19h46
Danilo Gentili tentava entrevistar José Sarney na portaria principal da Casa Foto: Dida Sampaio/Agência Estado
Danilo Gentili tentava entrevistar José Sarney na portaria principal da Casa
01 de julho de 2009
Foto: Dida Sampaio/Agência Estado

Fabiana Leal

Direto de Porto Alegre




O jornalista do CQC Danilo Gentili registrou um boletim de ocorrência na Polícia do Senado, nesta quinta-feira, contra o servidor público João Luis de Moura, a quem o repórter acusa de agressão. Com isso, a Polícia do Senado vai investigar o fato e tomar as providências necessárias, afirmou Pedro Ricardo Araujo Carvalho, diretor da Polícia do Senado.

O repórter estava tentando entrevistar o presidente José Sarney (PMDB-AP), na chegada a Casa, na área chamada de chapelaria, nesta quarta-feira, quando foi empurrado com violência por Moura, que é da Polícia do Senado e responsável pela segurança do presidente Sarney.

"O jornalista prestou queixa hoje, e a gente vai verificar se houve o que ele está alegando e, se for o caso, vamos encaminhar para a Justiça. Ele abriu ocorrência, dizendo que foi agredido. Nós vamos ouvir as pessoas que testemunharam e vamos ouvir o servidor", disse Carvalho.

Após o relatório conclusivo, se ficar confirmada a agressão, será verificado o crime que o servidor cometeu e se encaminhará para Justiça. Se ela decidir que o servidor é culpado, também será avaliado se houve crime administrativo.

A Polícia do Senado pode intervir em todos os momentos. "Qualquer coisa dentro do Senado é nossa atribuição. Tudo o que incorra em crime, em desobediência do Regimento Interno, nós podemos intervir, desde o momento de repreender a pessoa até conduzir à delegacia e abrir uma ocorrência, inquérito ou crime circunstanciado", disse Carvalho.

Segundo o chefe, a Polícia do Senado ou Legislativa tem atribuições de três polícias - federal, civil e militar, ou seja, é a polícia do ciclo completo.

Perímetro de atuação
Carvalho disse que a Polícia Legislativa pode atuar em todo o complexo que faz parte do Senado, como na chapelaria, onde ocorreu o incidente.

Agressão
Em caso de agressão entre terceiros (que não sejam servidores ou senadores) dentro do Senado, a Polícia Legislativa tem poder para deter o agressor e encaminhá-lo para a delegacia e tomar as devidas providências. Se o problema ocorrer com senadores, a Polícia do Senado "aparta a situação e encaminha o relatório para o Corregedor, conforme Carvalho.

A Polícia Militar pode ser requisitada ao governador do Distrito Federal para ajudar a Polícia Legislativa em casos em que muitas pessoas estejam envolvidas em um tumulto ou que se neguem a deixar uma área do Congresso.

Redação Terra
 
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