Greve de motoristas de ônibus deixa 45 mil sem aula em SC

01 de julho de 2009 • 21h58 • atualizado em 09 de julho de 2009 às 14h33

Fabricio Escandiuzzi

Direto de Florianópolis


Pelo menos 45 mil estudantes da rede pública estadual da região metropolitana de Florianópolis ficaram sem aulas nesta terça-feira devido ao segundo dia de greve de motoristas e cobradores de ônibus.

Segundo as informações da Secretaria de Estado da Educação, 35% das escolas localizadas nos municípios de Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça não funcionaram. Em 50% houve atividade parcial, mas muitos alunos não conseguiram ir à escola devido à falta de transporte coletivo.

O maior colégio de Santa Catarina, o Instituto Estadual de Educação, suspendeu as aulas até que a greve seja encerrada. O gerente regional de Educação da região metropolitana, Ari César da Silva, informou que caberá às próprias escolas decidirem pela suspensão ou não das aulas nesta quinta-feira. Mas a recomendação é que não sejam ministrados novos conteúdos aos estudantes. "Os diretores devem fazer uma avaliação sobre o caso da sua unidade escolar e fica a seu critério tomarem qualquer decisão", destacou.

No segundo dia de greve não houve nenhum tipo de avanço entre trabalhadores e empresários do setor. O prefeito, Dário Berger (PMDB), apresentou uma proposta de 7% de reajuste e vale alimentação de R$ 310. Os grevistas chegaram a aceitar o reajuste, mas os empresários afirmaram não ter condições de arcar com o valor.

Cinco ônibus foram apedrejados nesta quarta-feira, o que elevou para 21 o número de veículos danificados desde o início da greve.

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