Fabricio Escandiuzzi
Direto de Florianópolis
Pelo menos 45 mil estudantes da rede pública estadual da região metropolitana de Florianópolis ficaram sem aulas nesta terça-feira devido ao segundo dia de greve de motoristas e cobradores de ônibus.
Segundo as informações da Secretaria de Estado da Educação, 35% das escolas localizadas nos municípios de Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça não funcionaram. Em 50% houve atividade parcial, mas muitos alunos não conseguiram ir à escola devido à falta de transporte coletivo.
O maior colégio de Santa Catarina, o Instituto Estadual de Educação, suspendeu as aulas até que a greve seja encerrada. O gerente regional de Educação da região metropolitana, Ari César da Silva, informou que caberá às próprias escolas decidirem pela suspensão ou não das aulas nesta quinta-feira. Mas a recomendação é que não sejam ministrados novos conteúdos aos estudantes. "Os diretores devem fazer uma avaliação sobre o caso da sua unidade escolar e fica a seu critério tomarem qualquer decisão", destacou.
No segundo dia de greve não houve nenhum tipo de avanço entre trabalhadores e empresários do setor. O prefeito, Dário Berger (PMDB), apresentou uma proposta de 7% de reajuste e vale alimentação de R$ 310. Os grevistas chegaram a aceitar o reajuste, mas os empresários afirmaram não ter condições de arcar com o valor.
Cinco ônibus foram apedrejados nesta quarta-feira, o que elevou para 21 o número de veículos danificados desde o início da greve.
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