Meu pai não é apegado a cargo, afirma Roseana

01 de julho de 2009 • 06h46 • atualizado às 06h46

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), afirmou na terça-feira que seu pai, José Sarney (PMDB-AP), "não é apegado a cargo". "Se ele achar necessário sair (da presidência do Senado), ele sai. Não vai fazer nenhuma diferença para ele", disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Roseana está licenciada do governo do Maranhão porque se recupera de uma cirurgia.

"O meu pai não é apegado a cargo. Nunca foi", afirmou Roseana ao jornal, dizendo ainda que qualquer decisão de Sarney terá o seu apoio.

A governadora disse que ficou surpresa com a decisão do DEM de pedir que Sarney se licencie do cargo. Na eleição para presidente do Senado em fevereiro, o partido apoiou o peemedebista contra a candidatura de Tião Viana (PT-AC). Apesar disso, Roseana diz que não considera a decisão como uma traição.

Para ela, seu pai está sendo "injustiçado". "Acho até que ele está conseguindo muita coisa. Mais até do que qualquer um esperava. Acho que ele está sendo injustiçado", afirmou.

Sarney é acusado de nepotismo e de envolvimento em irregularidades, incluindo o escândalo dos atos secretos do Senado, que foram utilizados para contratar servidores, autorizar a nomeação de parentes de senadores e o pagamento de horas extras.

Além disso, o neto dele, José Adriano Cordeiro Sarney, é acusado de fazer parte de um esquema irregular de crédito consignado pelo Senado e estaria sendo investigado pelo Polícia Federal.

Ontem, PSDB, DEM, PDT e Psol anunciaram que querem que Sarney deixe a presidência até o fim das investigações sobre as irregularidades no Senado. O Psol também protocolou na Mesa Diretora uma representação contra o peemedebista, que pode resultar na abertura de processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética.

Redação Terra
 
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