Mortes violentas diminuem 17% em São Paulo

16 de setembro de 2004 • 15h03 • atualizado às 15h03

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Fundação Seade afirma que as mortes por agressões diminuíram 17% no Estado de São Paulo, entre 1999 e 2003.

Segundo os dados, em 2003, houve 36 óbitos por cada grupo de 100 mil habitantes. Em 1999, esse número chegou a 44 mortes por 100 mil . No início dos anos 80, o índice era de 13 óbitos.

As principais vítimas são os homens, que representam 92,7% dos casos. As mortes por agressão caíram de 14.599, em 1999, para 12.831, em 2003. A redução das mortes violentas entre as mulheres foi reduzida de 1.120, em 1999, para 1.023, no ano passado.

Os jovens são as principais vítimas: 77% dos óbitos de 2003 envolveram homens entre 15 e 29 anos. O índice de mortalidade foi reduzido em todas as faixas etárias.

De acordo com a pesquisa, especialmente nos grupos entre 30 e 65 anos e também de 10 a 14 anos. Esses grupos apresentaram quedas entre 20% e 25% no número de óbitos.

Sobre as faixas etárias com maior risco, de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos, as reduções foram de 8% e 12%, nessa ordem.

A redução do número de mortes violentas ocorre na maior parte do Estado. A Grande São Paulo, responsável 65% das agressões mortais, teve redução 65 mortes por 100 mil habitantes, para 48 mortes no ano passado, principalmente na cidades de Diadema, Santana do Parnaíba, Caieiras e Osasco. A região de Ribeirão Preto e a Baixada Santista também tiveram redução dos índices.

Aumento da mortalidade

Segundo a pesquisa, as regiões que apresentaram crescimento da violência foram Sorocaba, que superou o patamar de 20 óbitos por 100 mil habitantes; Franca e São José do Rio Preto. Apesar do aumento, essas cidades têm as taxas em menos de 10 mortes por 100 mil habitantes.

Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, os municípios que tiveram as maiores taxas de mortalidade por agressões foram: Itapecerica da Serra, Diadema, Embu, Taboão da Serra, todas na região metropolitana de São Paulo; Cubatão, e Hortolândia, em Campinas. As mortes violentas chegam a 48 por 100 mil habitantes nesses locais.

São Paulo

Na cidade de São Paulo, que representa 36% dos óbitos por agressão do Estado, a redução foi de 26%, com queda de 64 para 47 mortes por 100 mil habitantes.

Os bairros mais violentos são: Brás, Guaianazes, Parelheiros e Grajaú, que tem mais de 85 mortes por 100 mil habitantes. Alto de Pinheiros, Perdizes e Moema apresentaram o menor coeficiente, com menos de sete óbitos por 100 mil habitantes.

Redação Terra
 
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