Virgílio confirma ter contraído empréstimo de Agaciel Maia

29 de junho de 2009 • 16h36 • atualizado às 17h55

Laryssa Borges

Direto de Brasília


O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), confirmou nesta segunda-feira ter contraído um empréstimo do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, para saldar uma dívida durante uma viagem a Paris.

De acordo com o parlamentar, um amigo que trabalha em seu gabinete, Carlos Homero Vieira Nina, decidiu procurar Agaciel após a mulher do senador ter telefonado "para todo mundo que poderia ligar" a fim de conseguir um empréstimo de cerca de R$ 10 mil.

À medida que se defendia de acusações de ter omitido sua relação com Agaciel, Virgílio pedia a saída do atual presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). "O presidente Sarney não tem mais condição moral de estar à frente desta Casa. Eu quero a saída do presidente da Casa, do presidente José Sarney", afirmou.

Reportagem da revista Isto É deste final de semana aponta que Arthur Virgílio queria omitir sua relação com Agaciel Maia e, por isso, não tornou público o empréstimo contraído com o ex-diretor-geral do Senado.

Segundo explica a revista, os cartões de crédito do senador não foram aceitos por um hotel francês, o que teria motivado o empréstimo. "Se soubesse que era ele preferia ter ficado preso em Paris. Ele precisa ficar preso no Brasil, porque é canalha e (...) transformou isso em uma baiuca", disse o senador.

"Mais uma vez funcionou nele (Agaciel) o espírito do bandido, o espírito do cara ruim. Se não tivesse recebido (valor do empréstimo), seria mais grave ainda, porque estava roubando tanto que não fazia falta", criticou.

"Liguei (para Carlos Homero Vieira Lina). Se quisesse ligar em busca de dinheiro, teria ligado para algum amigo rico meu, não ligaria para um amigo pobre meu", explicou Virgílio. "Liguei para ele porque é funcionário de carreira (e poderia fazer uma) intervenção no Banco do Brasil para ver o que tinha acontecido com os meus cartões. Ele se dirigiu a quem considerava amigo (Agaciel Maia), apesar de eu dizer que quem tem uma cara dessas não presta, e foi procurá-lo."

Também de acordo com a Isto É, Arthur Virgílio empregava um dos filhos de Carlos Homero Lina, apesar de ele morar no exterior. Na versão do senador, no entanto, foi ele próprio quem pagou, pelo período de outubro de 2005 a novembro de 2006, os custos de um mestrado na Espanha para o filho do funcionário. Não haveria, portanto, dinheiro público envolvido na transação. "Estão falando com alguém que preza muita a sua biografia e se tivesse a cabeça dos que mandam nessa Casa estaria muito rico", resumiu o senador.

Redação Terra
 
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