Agaciel Maia
A crise no Senado começou no início de março com a denúncia de que o então diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, ocultava de sua declaração de bens uma mansão adquirida por ele em 1996, avaliada em aproximadamente R$ 5 milhões. Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo apontou que o imóvel estava no nome do irmão do diretor, o deputado João Maia (PR-RN).
Maia chegou ao Senado sem concurso, como datilógrafo. Em 1995, o presidente da Casa na época, José Sarney (PMDB-AP), tirou o servidor da diretoria da gráfica do Senado para ocupar o cargo de diretor-geral. Na época em que a mansão foi adquirida, os bens de Agaciel Maia estavam indisponíveis por uma decisão judicial. Ele enfrentava acusações de que teria liberado a gráfica do Senado para que alguns parlamentares pudessem imprimir material de campanha.
Sarney aceitou o pedido de afastamento de Agaciel Maia da diretoria-geral.