PF investigará denúncia de propina para apoiar Beto Richa

24 de junho de 2009 • 21h51 • atualizado às 21h54

Roger Pereira

Direto de Curitiba


A Polícia Federal entrará, em no máximo dois dias, na investigação sobre o suposto esquema de compra de apoio e falsificação de notas fiscais ocorrido no comitê de dissidentes do PRTB, que apoiou a candidatura à reeleição do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). A informação é do procurador regional eleitoral no Paraná, Néviton Guedes de Oliveira, que afirmou, nesta quarta-feira, que determinará abertura de inquérito policial para investigar o caso.

O procurador informou que há investigação no âmbito do Ministério Público Eleitoral desde o final da semana passada, mas que somente ontem o autor do vídeo e da denúncia, Rodrigo Oriente, concluiu a sua representação.

"Esteve aqui uma pessoa que fez declarações de fatos que, caso se confirmem, são graves", declarou. "Agora vou concluir a análise dos documentos e espero, em no máximo dois dias, determinar a abertura do inquérito", disse Oliveira, que já solicitou à PF perícia nas duas fitas que recebeu, uma com as cenas do pagamento a ex-candidatos do PRTB e a outra produzida pela equipe da prefeitura, que tenta provar uma armação contra o prefeito.

Nesta quarta-feira, o procurador recebeu a visita de Beto Richa em seu gabinete. "Todo o homem público pode e deve ser investigado, vim pedir para que me investigue. Não tenho o que temer, todo mundo conhece minha conduta", disse o prefeito. "Já tinha sido avisado que eles iriam atacar a minha honra, para desconstruir a minha imagem. A minha honra é inatacável."

"O que tinha que fazer já fiz: demitir todos os envolvidos. Agora aguardo a conclusão das investigações e espero que se conclua o mais rápido possível", ressaltou o prefeito, que nesta manhã exonerou três funcionários comissionados que aparecem na gravação: o ex-vereador Luiz Carlos Déa, assessor técnico da Secretaria Municipal do Esporte e Lazer; o gestor público Luiz Carlos Pinto, da Secretaria do Governo Municipal; e o assessor técnico Gilmar Luiz Fernandes.

Outros dois funcionários públicos municipais de carreira, ligados ao grupo de dissidentes do PRTB, Cristiane Fonseca Ribeiro e Nelson Bientinez Filho, perderam a função gratificada na prefeitura.

Na semana passada, Beto Richa havia exonerado os três primeiros envolvidos no escândalo: Manassés Oliveira, Raul D'Araújo Santos e Alexandre Gardolinski.

Redação Terra
 
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