"É um projeto inédito no mundo. Não temos conhecimento da atuação conjunta do governo e igrejas na prevenção do uso de drogas em nenhum outro país", afirmou à Agência Brasil a secretária adjunta nacional de Políticas sobre Drogas, da Senad, Paulina Duarte. Ela disse que o problema da dependência química atinge 12% da população mundial e, no Brasil, a situação é semelhante.
A primeira fase do projeto Prevenção do Uso de Drogas em Instituições Religiosas e Movimentos Afins - Fé na Prevenção vai capacitar 5 mil pessoas em vários estados. As aulas desse módulo começam no dia 10 de agosto.
"A procura foi excelente, 7.600 pessoas se inscreveram, o que levará a um processo de seleção. Um novo curso já está garantido com recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci)", informou. É um curso gratuito, na modalidade de ensino a distância, com duração de dois meses e certificação pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A secretaria lembrou que pesquisas científicas têm identificado a religião como um fator importante na prevenção ao uso de drogas. Pessoas com valores espirituais têm menos possibilidades de fazer uso de álcool e outras drogas e têm também maiores chances de recuperação. Com essa base, é mais fácil o enfrentamento do estresse e de situações difíceis na vida, que são fatores de risco para o uso de drogas, admitiu.
De acordo com Paulina
Duarte, a idéia do projeto surgiu em Curitiba, a partir da Pastoral da Sobriedade, coordenada pelo padre João Ceconello,
"uma instituição religiosa, que juntamente com outras organizações, forma uma rede social de
apoio importante na vida dos dependentes
químicos e seus familiares". Segundo ela, o governo quer aproveitar essa rede já constituída e
capacitá-la com conhecimentos técnicos adequados. A Senad reuniu
representantes de cada segmento religioso -
católicos, evangélicos de praticamente todas as congregações, judeus,
espíritas, pessoas de movimentos afros e afins - e de acordo com a doutrina de cada um, foi elaborado o material que será distribuído no curso.O Pronasci investiu, nessa primeira fase, um total de R$ 2,5 milhões no projeto, que inclui o
material do curso composto de 6 mil kits formado por livros, cartilhas e
- Agência Brasil


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