Protesto contra CPI da Petrobras reúne 400 na Paulista

19 de junho de 2009 • 16h25 • atualizado em 20 de junho de 2009 às 13h54
Cerca de 400 protestaram em frente ao prédio da Petrobras Foto: Marcelo Pereira/Terra
Cerca de 400 protestaram em frente ao prédio da Petrobras
19 de junho de 2009
Foto: Marcelo Pereira/Terra

Vagner Magalhães

Direto de São Paulo


A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) reuniram nesta sexta-feira cerca de 400 pesssoas na avenida Paulista, em frente ao prédio da Petrobras, em São Paulo, para um "ato em defesa da empresa e da soberania nacional". O encontro foi programado para protestar contra a CPI da Petrobras, pela valorização das empresas públicas e por um marco regulatório para o pré-sal que priorize a educação, saúde e áreas sociais.

O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, afirmou que as manifestações pretendem percorrer todas as capitais para ampliar o debate nacional sobre os temas. Segundo ele, a CPI da Petrobras foi criada para abrir caminho para uma possível privatização da empresa.

"A CUT é a favor de qualquer CPI de investigação, desde que ela seja transparente. O interesse que alguns partidos tem nisso é fazer dela um palanque político para as eleições do ano que vem. E o pior é que podem fazer dela um gancho para uma futura privatização", disse.

Segundo ele, a forma como será aplicado o dinheiro do pré-sal tem de entrar no debate político. "Outros países produtores de petróleo fizeram com que essa riqueza fosse transferida para a população. É isso que temos de discutir aqui desde já. Senão, essa riqueza acabará se perdendo sem que ninguém ganhe nada com isso", disse.

Adi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP, afirmou que os sindicatos querem defender o patrimônio público. "Não queremos que aconteça com a Petrobras o que ocorreu com outras estatais. O governador José Serra aplica os ensinamentos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no Estado de São Paulo. Não podemos esquecer que há dois anos ele fez um pacotão para se livrar das 18 estatais paulistas que restaram", disse o sindicalista.

A manifestação foi realizada na calçada da avenida Paulista, acompanhada de perto por duas equipes da Polícia Militar e membros da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Como a manifestação ocorreu sobre a calçada, não foi necessária qualquer intervenção no trânsito.

A lentidão nos dois sentidos da avenida Paulista se deu apenas pela curiosidade dos motoristas. O deputado federal José Genoino (PT-SP) compareceu ao ato apenas para cumprimentar as lideranças sindicais e se retirou sem discursar.

Redação Terra

Colaborou com esta notícia a internauta Juliana Chiavassa, de Guarulhos (SP), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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