Minc quer procurar senadora ruralista para entendimento

04 de junho de 2009 • 13h46 • atualizado às 14h18

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, garantiu nesta quarta-feira que se mantém no cargo. Ele pretende procurar a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, que pediu sua saída do ministério, para buscar entendimento.

Minc chegou a chamar os ruralistas de "vigaristas". A declaração resultou num pedido de denúncia por crime de responsabilidade contra ele, feito pela senadora.

"É claro que no momento da briga, me excedi. Aqui no Parlamento pediram meu pescoço, mas pelo que me consta ele ainda está no mesmo lugar e provavelmente vai ficar até o fim do governo Lula", disse. "Acho que o Brasil precisa de um grande entendimento entre agricultura e ecologia."

Minc deverá se encontrar ainda hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, na semana passada, Lula teria dito que está satisfeito com a gestão do ministro e com o seu bom humor.

O ministro ainda teria ouvido de Lula apenas o pedido para tomar cuidado na questão pública em relação aos outros ministros. "Eu, como ministro obediente ao chefe, desde que não seja dar licença sem cumprir todas as leis, sou obediente. Não farei mais polêmicas públicas com os ministros", prometeu, acrescentando, no entanto, que vai manter seus princípios ideológicos e convicções, o que, segundo ele, é muito mais importante do que ficar no governo.

Minc ainda deve viajar amanhã à Bahia com o presidente Lula para assinar atos de criação de unidades de conservação, de pagamentos por serviços ambientais e de manejo florestal comunitário.

O ministro esteve na Câmara para falar na Comissão de Meio Ambiente sobre a PEC do Cerrado e da Caatinga. Em visita ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pediu que a proposta fosse colocada rapidamente em votação.

Agência Brasil
 
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