O Ministério Público Federal (MPF) em Ponta Grossa (PR) denunciou o empreiteiro Renato Pedro Ferreira, que executava atividade de corte de pinus no município de Irati, e o agenciador dos trabalhadores, Antonio Mostefaga, por manter 10 trabalhadores em condição análoga a de escravos.
Em novembro do ano passado, na Fazenda Mariti, o grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho encontrou os 10 trabalhadores sem condições mínimas de higiene, saúde e segurança. Além disso, eles não tinham registro em carteira de trabalho.
Segundo o MPF, não havia abrigos para proteção dos trabalhadores, nem local apropriado para as refeições e instalações sanitárias, e não havia água potável para consumo - a água vinha de uma caixa d´água e era compartilhada por todos em um copo de uso coletivo. Os alojamentos tinham paredes de madeira com frestas e buracos, ausência de local para banho e instalações elétricas precárias. No interior de um dos alojamentos foram encontrados pedaços de carne exposta, sem qualquer cuidado de acondicionamento.
Os denunciados serão processados perante a Justiça Federal de Ponta Grossa e, se condenados, podem pegar até oito anos de reclusão.
- Redação Terra


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