O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e outros três senadores terão de devolver os valores recebidos de forma irregular como auxílio-moradia. A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira, pela Mesa Diretora da Câmara.
Além de Sarney, João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT) terão descontados, a cada mês, 10% do valor de seus salários, até que o valor da dívida seja coberto. De acordo com a assessoria do do terceiro secretário da Mesa, Mão Santa (PMDB-PI), a devolução de valores nestes moldes está prevista em lei.
Matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo indicou que Sarney e outros parlamentares vinham recebendo, mensalmente, R$ 3.800 a título de auxílio-moradia, mesmo morando em apartamentos funcionais (destinados a parlamentares e pagos pelo Senado), em Brasília.
O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), admitiu o erro. "Foi uma falha administrativa. Infelizmente, como tudo que está acontecendo no Senado, só foi detectada agora. Mas nós vamos seguir a lei. Eles devolverão os recursos e, de acordo com as normas, terão descontados 10% dos salários até efetuar o pagamento em sua totalidade", afirmou, de acordo com a Agência Senado.
Segundo Fortes, o presidente Sarney foi o primeiro a reconhecer que o dinheiro vinha sendo pago equivocadamente e a pedir desculpas à imprensa por ter negado recebê-lo, já que nunca tinha pedido esse auxílio. Na noite desta quinta-feira, todos formalizaram o pedido de suspensão do benefício.
Redação Terra