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Ex-relator defende deputado do castelo no Conselho de Ética

26 de maio de 2009 19h43

O deputado Edmar Moreira chorou ao fazer a sua defesa no Conselho de Ética. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O deputado Edmar Moreira chorou ao fazer a sua defesa no Conselho de Ética
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Marina Mello

Direto de Brasília


O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), famoso por ter dito que "se lixa" pra opinião pública, pediu a palavra nesta terça-feira no Conselho de Ética da Câmara e defendeu o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), conhecido por ser dono de um castelo avaliado em mais de R$ 20 milhões em seu Estado.

Moreira é investigado pelo suposto uso irregular da verba indenizatória. No fim de abril, em sua defesa no Conselho de Ética da Câmara, o deputado afirmou que não havia impedimento para o uso da verba em sua própria empresa. Ele usou notas de suas de segurança para obter o ressarcimento dos R$ 15 mil da verba indenizatória. Para ele, não é válida a alegação de que ele não teria conseguido mostrar que os serviços de segurança foram prestados.

Na visão de Sergio Moraes, Moreira está sendo investigado pela acusação de usar a verba indenizatória irregularmente enquanto dezenas de deputados que já tiveram comprovado o uso irregular de passagens aéreas passaram impunes.

"Uma pergunta feita pelo meu menino de 11 anos pode nos ajudar muito aqui. Ele disse: 'pai, os tios estão brabos porque ele pegou ou por que ele não pegou o dinheiro?'. A dúvida aqui nossa é se ele usou em benefício próprio ou não a verba. Em contrapartida, aqueles que usaram as passagens em benefício próprio - usaram dinheiro do povo para levar família, amigos pro carnaval - estes estão todos eles, está tudo tranqüilo. O meu menino tem razão, aqueles que se comprovou que pegou estão liberados, quem ainda tem dúvida, se investiga", disse Moraes.

O deputado perguntou a Moreira quando as denúncias contra ele começaram a surgir e obteve a resposta de que "coincidentemente" surgiram quando ele, contra a vontade do DEM, se elegeu corregedor da Câmara.

O acusado, no entanto, evitou fazer acusações sobre a possibilidade de algum adversário político seu estar passando tais informações para a imprensa. "Seria leviandade da minha parte afirmar quem entregou para imprensa. (...) Quem ficou insatisfeito com a minha eleição foi meu ex-partido, o DEM", disse.

Redação Terra