Operação conta com a participação de 160 policiais federais e 22 analistas da CGU |
Andréia Marques
Direto de Palmas
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, a Operação Covil, em conjunto com o Ministério Público Federal e Controladoria Geral União, para desarticular uma quadrilha acusada de desviar dinheiro público da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) em Tocantins. De acordo com as investigações, o desvio de verbas chega a R$ 4 milhões.
As investigações, iniciadas há cerca de um ano, indicam que funcionários da coordenação regional da Funasa desviavam recursos repassados pela própria entidade. Os funcionários, segundo a PF, recebiam propina e utilizavam empresas de fachada para desviar o dinheiro.
Entre as supostas irregularidades, estão o pagamento de serviços não executados, a falsificação de assinatura de engenheiros, a atuação de engenheiros da Funasa como responsáveis técnicos pelas obras e a aprovação de projeto diferente do previsto no convênio.
Foram cumpridos 37 mandados de prisão e busca e apreensão. O primeiro mandado foi na casa do engenheiro Francisco de Paula, acusado de ser um dos coordenadores do esquema que desviava recursos públicos da fundação. Segundo as investigações, outro engenheiro, Lázaro Haley, também participava da fraude. Em uma fiscalização de rotina da Controladoria Geral da União foram descobertas as irregularidades.
A PF investigou 14 convênios da Funasa com o Governo do Tocantins e sete prefeituras do interior. "Havia indícios de irregularidades entre contrato com municípios e a Funasa para realizar obras nos municípios", disse o coordenador geral de operações, Israel Carvalho.
Durante a operação, os agentes federais recolheram documentos na Secretaria de Infra-estrutura, Funasa e Departamento de Estradas do Tocantins, o Dertins. O Ministério Público Federal ofereceu denúncia à Justiça. Treze pessoas estão envolvidas, quatro da Funasa, três da Secretaria de Infra-Estrutura e os outros seis de empresas contratadas para executar as obras. "Foram pedidas a prisão de doze presos, mas a Justiça só autorizou duas", afirmou Rodrigo Luiz Bernardo Santos.
O coordenador regional da Funasa no Tocantins, João dos Reis Ribeiro Barros, foi afastado judicialmente. A operação aconteceu no Tocantins e na sede da fundação em Brasília.
Agência Brasil