Três feridos em vôo que sofreu queda brusca estão internados

26 de maio de 2009 • 06h03 • atualizado às 10h53
Passageiros feridos em queda brusca durante vôo são atendidos Foto: Werther Santana/Agência Estado
Passageiros feridos em queda brusca durante vôo são atendidos
26 de maio de 2009
Foto: Werther Santana/Agência Estado

Três passageiros do vôo da TAM que sofreu uma queda brusca, na aproximação do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, nessa segunda-feira, continuam internados em hospitais de São Paulo, segundo informou a empresa. No total, 21 passageiros e tripulantes do vôo, que vinha de Miami, ficaram feridos.

Os três passageiros ainda internados sofreram fraturas em decorrência do incidente. Eles permanecem nos hospitais Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital Geral de Guarulhos.

Após a queda brusca, o Airbus A330 pousou normalmente no Aeroporto Internacional de São Paulo às 19h35, segundo a TAM. A companhia informou que prestou atendimento a todos os passageiros.

Do total de feridos, 13 foram atendidos ainda no aeroporto e liberados. Outros oito feridos foram encaminhados para os hospitais. Cinco deles foram liberados após receberem atendimento.

Até as 10h, a TAM não havia divulgado detalhes sobre o momento exato da turbulência e o que teria motivado os ferimentos nos passageiros.

O especialista em aviação Ernesto Klotzel garante que turbulências fortes, capazes de provocar perda de altitude e ferimentos graves, não são inusitadas, mas também não costumam ocorrer com freqüência. "Dizer que turbulências como essa são comuns é querer massacrar a aeronáutica moderna, pois os pilotos são cercados de condições e munidos de tecnologia para antecipar esse tipo de situação", afirmou.

Klotzel afirmou, no entanto, que o piloto pode ser pego de surpresa. "Há, claro, turbulências que infelizmente não dá tempo de avisar os passageiros", afirmou.

Um desses casos pode ocorrer, por exemplo, em altitudes elevadas e com o céu claro, como afirma o brigadeiro Mauro Gandra. Esse tipo de turbulência é muito mais violenta, segundo ele, do que a que geralmente ocorre dentro de uma nuvem.

"Ela não avisa, acontece de uma hora para outra, pessoas que estivessem relaxadas no vôo, sem cinto, poderiam se machucar gravemente nestes casos. É o vento de altitude que cria uma espécie de vácuo imediato, e, às vezes, o avião cai, perde altitude", disse.

Redação Terra
 
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