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 Presidente do Irã cancela viagem ao Brasil, diz agência
04 de maio de 2009 13h33 atualizado às 14h11

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, cancelou uma viagem que faria à América Latina, inclusive ao Brasil. A informação é da agência de notícias islâmicas Irna, que diz que Ahmadinejad deixará Teerã, capital do Irã, rumo a Damasco na terça-feira.

O presidente iraniano visitaria Brasil, Venezuela e Equador, diz a Irna, que não citou o motivo do cancelamento da visita. Segundo a agência, o iraniano vai a Damasco discutir "assuntos de interesse mútuo" e o "desenvolvimento regional" com o dirigente sírio Bashar al-Assad.

Procurados pelo Terra, o gabinete da Presidência da República, o Ministério das Relações Exteriores e a embaixada iraniana afirmaram desconhecer a informação. Segundo a embaixada, os diplomatas continuavam, no início da tarde, os preparativos para a visita do presidente.

A chegada do mandatário ao Brasil, primeira escala de sua viagem pela América Latina, estava prevista para esta quarta-feira. No País, segundo havia informado o chanceler Manouchehr Mottaki, o Irã buscaria aprofundar a estrutura para uma relação baseada no respeito mútuo de interesses.

Ahmadinejad viajaria acompanhado de uma delegação composta por 110 pessoas e seu principal objetivo na Venezuela e Equador seria verificar acordos de cooperação nas áreas energética e econômica firmados com os governos locais.

Nesta manhã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Hassan Qashqavi, havia confirmado a viagem, explicando que o governo buscava "relações ativas com os países da América Latina nos setores de cultura, economia e política".

A visita do presidente iraniano ao Brasil também havia gerado tensões, já que Ahmadinejad negou a existência do holocausto durante a na Conferência sobre Racismo da Organização das Nações Unidas (ONU) no último dia 20.

Na ocasião, o governo brasileiro criticou em nota oficial o discurso do mandatário, mas não retirou o convite da visita ao País, fato que fez com que Israel convocasse para consultas o embaixador do Brasil em Teerã, Pedro Motta.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorin, respondeu dizendo que o País desejava iniciar com o Irã "um diálogo franco, sem reservas e com liberdade para exprimir as suas divergências".

Ontem, manifestantes protestaram no Rio de Janeiro e em São Paulo contra a visita.

Com informações da agência Ansa.

Redação Terra