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 Homem é preso 3 vezes em menos de 10 horas em MG
23 de abril de 2009 16h05 atualizado às 17h17

Nas duas primeiras vezes, o suspeito não foi autuado em flagrante porque não havia testemunhas. Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

Nas duas primeiras vezes, o suspeito não foi autuado em flagrante porque não havia testemunhas
Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

Ney Rubens

Direto de Belo Horizonte


Um homem suspeito de furtos e agressão foi preso três vezes durante o intervalo de dez horas, no centro de Belo Horizonte (MG). Segundo os boletins de ocorrência registrados pela Polícia Militar, Eduardo da Silva Costa, 22 anos, foi detido a primeira vez ontem por volta de 23h, na praça Sete. Ele teria colocado fogo em uma sacola de lixo e a jogado em um morador de rua.

A vítima teve os cabelos queimados e foi levada com vários ferimentos para o Pronto-Socorro do Hospital João XXIII. A agressão foi gravada pelas câmeras do sistema de vigilância da Polícia Militar conhecido como Olho Vivo, que monitora toda a área central da capital mineira.

No final da madrugada, Costa foi preso novamente depois de ser novamente flagrado pelas câmeras do Olho Vivo supostamente furtando latas de refrigerantes e energéticos em uma lanchonete na avenida Santos Dumont. O rapaz foi ouvido na delegacia que funciona no centro da cidade e, em seguida, liberado.

Menos de uma hora depois de ser solto, Eduardo da Silva Costa foi detido pela terceira vez após roubar um par de tênis numa loja de calçados na esquina de ruas Caetés e Paraná. Desta vez, ele foi autuado em flagrante e levado para o 21º Distrito Policial, onde permanece preso.

O delegado titular do 21º DP, Marco Antônio de Paula Assis, informou que nas duas primeiras vezes em que foi detido, o suspeito não foi autuado em flagrante porque não havia testemunhas ou vítimas dos crimes e os produtos roubados na lanchonete não foram encontrados.

No caso do morador de rua queimado, "a vítima não pôde vir até a delegacia (havia sido socorrida ao hospital) e nesses casos de lesões leves há a necessidade de se fazer um termo circunstanciado de ocorrência e não há a necessidade de prisão em flagrante", explicou.

Sobre o furto na lanchonete, o delegado explicou que "o rapaz é morador de rua também e as próprias pessoas que estavam no local o escurraçaram". "Mesmo assim, a Polícia Militar o encaminhou para a delegacia entendendo que poderia tirá-lo das ruas, porque ele estava realmente incomodando, só que não cabia também a prisão em flagrante pelo fato das vítimas também não terem acompanhado a ocorrência e de não haver testemunhas arroladas", concluiu.

Na última vez em que foi detido, o rapaz foi autuado porque o par de tênis roubado foi encontrado com ele e também há testemunhas do furto. A assessoria da Polícia Civil informou ainda que as imagens das câmeras do Olho Vivo, que flagraram os dois primeiros crimes cometidos por Costa, não foram consideradas provas suficientes para a prisão do suspeito.

Especial para Terra
  1. Eduardo da Silva Costa, 22 anos, fala com repórteres após ser detido pela 3ª vez em menos de 10 horas em Belo Horizonte. Ele foi acusado de furto e de agredir um morador de rua

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

  2. Por volta das 23h, Silva foi preso pela primeira vez. Ele teria colocado fogo em uma sacola de lixo e a jogado em um morador de rua, que dormia sob as marquises dessa avenida de Belo Horizonte

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

  3. Após ser liberado, Silva foi flagrado pelas câmeras do Olho Vivo, supostamente furtando latas de refrigerante em uma lanchonete da avenida Santos Dumont. Ele foi novamente detido pela Polícia Militar

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

  4. O delegado considerou as imagens insuficientes para manter a prisão e, novamente, liberou Silva. Ele foi visto, então, nesta loja de calçados, onde teria furtado um par de tênis, menos de dez horas após o primeiro delito

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

  5. De acordo com o delegado Marco Antônio de Paula Assis, Silva não foi autuado em flagrantes nas duas primeiras vezes em que foi detido porque faltaram à polícia provas dos crimes cometidos. Na última vez, o par de tênis furtado estava com ele

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

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