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Tiroteio fere 9 pessoas em fazenda de Daniel Dantas no Pará

18 de abril de 2009 21h50

Um tiroteio neste sábado entre trabalhadores sem-terra e seguranças deixou nove pessoas feridas na fazenda de uma empresa ligada ao grupo Opportunity, pertencente ao banqueiro Daniel Dantas, no Pará, informaram o MST e uma fonte ligada ao Opportunity. As informações são da Reuters.

A fazenda Espírito Santo, no município paraense de Eldorado dos Carajás, está ocupada por membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) desde fevereiro. Na ocasião, o MST alegou ter invadido a fazenda em protesto contra declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que havia dito que repasses de verbas públicas ao movimento são ilegais.

O município foi palco, em 1996, do que ficou conhecido como o "massacre de Eldorado dos Carajás", quando 19 trabalhadores morreram em um confronto com policiais. Segundo a assessoria do MST, o tiroteio deste sábado ocorreu quando os trabalhadores voltavam de uma mobilização em homenagem aos mortos no massacre. Eles teriam sido emboscados por seguranças da fazenda.

Ainda de acordo com o MST, nove pessoas ficaram feridas no tiroteio. As vítimas teriam sido encaminhadas para um hospital no município de Xinguara. Uma fonte ligada ao banco Opportunity, falando sob a condição de anonimato, afirmou no entanto que oito pessoas teriam sido baleadas, sendo uma delas segurança da fazenda. Não havia informações sobre o estado de saúde das vítimas.

O MST afirmou que três trabalhadores estavam sendo mantidos reféns por seguranças na fazenda. Já a fonte ligada ao Opportunity disse que os sem-terra mantinham jornalistas e funcionários reféns na propriedade, que pertence à Agropecuária Santa Bárbara, braço agrícola do grupo Opportunity.

A Polícia Militar na região não foi encontrada para comentar o assunto.

O banqueiro Daniel Dantas chegou a ser preso no ano passado pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha, que investiga delitos financeiros cometidos pelo Opportunity. Dantas também foi condenado em primeira instância a 10 anos de prisão por corrupção ativa, após ter seu nome ligado a uma tentativa de suborno a um delegado da PF durante a Satiagraha. Ele recorre da sentença em liberdade.

Redação Terra